Debate Reacende Bairrismo entre Ilhéus e Itabuna: “Ilheenses, Devolvam Jorge Amado!”
A rivalidade entre Ilhéus e Itabuna acaba de ganhar mais um capítulo curioso. Em um artigo provocativo e recheado de bom humor, o jornalista e radialista Walmir Rosário publicou nesta quinta-feira (26), um texto em que pede, de forma leve e instigante, que os ilheenses “devolvam” Jorge Amado a Itabuna. A polêmica gira em torno da disputa histórica sobre o lugar de origem do escritor, que apesar de ter nascido na Fazenda Auricídia, em Ferradas (Itabuna), é constantemente associado à cidade de Ilhéus.
No artigo, Rosário se apoia em documentos cartorários que comprovam o nascimento do autor de “Gabriela, Cravo e Canela” em Itabuna, e faz um apelo para que os ilheenses “de boa índole” reconheçam o fato e parem de “se apropriar” do escritor. Embora a argumentação seja levada com um tom provocativo e bem-humorado, a intenção é clara: reforçar que, por direito, Jorge Amado é um papa-jaca (gentílico de Itabuna) legítimo.
Rosário ainda brinca com a relação de Jorge Amado com os itabunenses, sugerindo que, embora respeitado, o escritor nunca foi exatamente um “amigo íntimo” de sua cidade natal, algo que pode ter sido agravado pelas suas obras que, em alguns momentos, estereotipavam figuras humanas de Itabuna e seus cacauicultores. “Alguns mais afoitos chegaram a chamá-lo de vira-casaca, por se tornar um Papa-caranguejo empedernido”, escreve o jornalista, referindo-se ao carinho que Jorge Amado sempre teve por Ilhéus.
Apesar de algumas provocações, o artigo se encerra com uma proposta de reconciliação entre Papa-jacas (itabunenses) e Papa-caranguejos (ilheenses). Walmir sugere até a compra de um “kit Papa-Caranguejo” para simbolizar a paz entre as duas cidades e selar um armistício final. Ele conclama algumas figuras conhecidas, como o vereador itabunense Ronaldão, para participarem desse acordo simbólico.
O artigo, que já circula em diversos veículos da região, gerou burburinho nas redes sociais e reacendeu o eterno debate sobre a origem do ilustre Jorge Amado. Enquanto Itabuna tem o documento que prova o nascimento, Ilhéus tem o legado cultural, uma vez que grande parte das obras do escritor se passam na cidade litorânea, fortalecendo o vínculo entre Amado e Ilhéus.
Mas e você, o que acha desse debate? Deveriam os ilheenses, de fato, devolver Jorge Amado a Itabuna, como sugere Walmir Rosário? Ou, na verdade, o legado de Amado é de todas as cidades que ele amou e retratou em suas obras? Afinal, em se tratando de Jorge Amado, a polêmica parece sempre vir acompanhada de boas histórias – e esta não é exceção.
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