Idosa é resgatada de situação análoga à escravidão após mais de 50 anos de trabalho em Itabuna
Uma história de dor e exploração foi revelada em Itabuna. Uma mulher de 64 anos, identificada apenas como Maria das Dores, foi resgatada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) depois de passar mais de cinco décadas em situação análoga à escravidão.
Desde a infância, Maria das Dores foi entregue a uma família da cidade, onde cresceu sem acesso à escola, sem registro em carteira e sem vínculos familiares. Ao longo da vida, trabalhou de 10 a 15 horas por dia, todos os dias da semana, cuidando da casa e das crianças da família, sem direito a descanso ou remuneração justa.
Décadas de exploração e violência
Segundo o MTE, a idosa foi “transferida” de uma geração para outra, tratada como propriedade da família, proibida de sair de casa e submetida a maus-tratos. Mesmo após conseguir benefícios junto ao INSS, o dinheiro era retido pelos exploradores, que utilizavam os valores como se fossem seus.
Resgatada em condições de extrema vulnerabilidade, Maria das Dores foi encontrada sem nenhum dente e sem acesso a cuidados básicos de saúde.
Medidas legais
A família responsável pela exploração deverá responder a processo na Justiça do Trabalho, podendo ser obrigada a indenizar a vítima pelos anos de abuso, além de devolver os valores desviados do benefício previdenciário.
Os nomes dos acusados não foram divulgados até o momento.
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