Secretário da SSP desconhece precariedade no DPT de Ilhéus
Durante coletiva de imprensa realizada nesta quinta-feira (28) em frente à Catedral de São Sebastião, o chefe de gabinete do Departamento de Polícia Técnica da Bahia (DPT), Roberto Maltez de Oliveira Filho, tentou afastar críticas sobre a falta de estrutura do órgão em Ilhéus, mas suas respostas acabaram reforçando a percepção de desconexão entre a cúpula da segurança pública e a realidade enfrentada pela população.
Exames sem prazo e falas evasivas
Questionado sobre a coleta de material genético de quatro suspeitos do triplo homicídio que abalou a cidade, Maltez afirmou que os exames estão em andamento, mas se negou a dar um prazo concreto para a conclusão. A declaração de que os resultados sairiam em “dias, mas sem previsão” soa como contradição, além de ampliar a angústia da sociedade que cobra agilidade.
Críticas ignoradas
Sobre denúncias de que a área do crime não teria sido isolada adequadamente, o chefe de gabinete respondeu que “desconhece essa informação”, mesmo diante de relatos públicos e questionamentos da imprensa. A fala foi vista como uma tentativa de blindar o órgão em vez de reconhecer falhas e buscar melhorias.
O mesmo tom se repetiu quando questionado sobre a estrutura precária do DPT em Ilhéus. Ao ser perguntado sobre a existência de apenas um rabecão para atender 13 cidades da região, Maltez inicialmente desconversou e, em seguida, afirmou que há dois veículos disponíveis. A fala contrasta com reclamações recorrentes de familiares e advogados sobre demoras no recolhimento de corpos e dificuldades logísticas em ocorrências graves.
Cadeia de custódia e realidade negada
Outra denúncia levantada pela imprensa diz respeito à cadeia de custódia supostamente lotada em Ilhéus. Mais uma vez, Maltez disse desconhecer a situação, garantindo que “não cabe mais nada” seria uma informação falsa. Segundo ele, a futura construção de uma nova CRPT resolverá os problemas, mas sem apresentar prazos concretos.
Distância entre discurso e realidade
Enquanto o representante da SSP fala em “prioridade” e cita investimentos futuros, o cenário atual do DPT em Ilhéus segue marcado por escassez de recursos, demora em atendimentos e insegurança sobre a qualidade das investigações. A postura de negar ou minimizar os problemas, em vez de enfrentá-los, reforça a percepção de descaso diante de um crime que deixou a cidade em luto e exige respostas rápidas e consistentes.
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