Thiago Martins, presidente do PL de Ilhéus, defende suspensão do julgamento de Bolsonaro até apuração de denúncias contra Moraes

Thiago Martins, presidente do PL de Ilhéus, defende suspensão do julgamento de Bolsonaro até apuração de denúncias contra Moraes

Ilhéus, 2 de setembro de 2025 – O presidente do Partido Liberal (PL) de Ilhéus, Thiago Martins, engrossou nesta terça-feira (2) as vozes que pedem a suspensão do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF), após as denúncias do ex-assessor de Alexandre de Moraes, Eduardo Tagliaferro.

Em audiência no Senado, Tagliaferro acusou Moraes de manipular e até fabricar provas contra Bolsonaro, além de descartar materiais que poderiam favorecer a defesa. As declarações geraram forte repercussão em Brasília e repercutiram também no sul da Bahia, onde lideranças políticas ligadas ao PL reforçaram o coro por mais transparência.

Thiago Martins afirmou que a população de Ilhéus acompanha com atenção o caso e que há um sentimento crescente de desconfiança sobre a imparcialidade da Suprema Corte.

“Não é apenas uma questão nacional. Aqui em Ilhéus e em toda a Bahia, sentimos a indignação do povo que não aceita julgamentos viciados. Se há denúncias sérias de manipulação, o processo precisa parar até que a verdade seja esclarecida”, declarou.

Mobilização no sul da Bahia

A posição do presidente do PL de Ilhéus reflete a mobilização da base bolsonarista no sul da Bahia, que tem organizado atos públicos e encontros partidários para cobrar isenção do Judiciário. Militantes do partido na região já programam manifestações em apoio à suspensão do julgamento, defendendo o que chamam de “respeito à democracia e ao devido processo legal”.

O que está em jogo

O depoimento de Tagliaferro trouxe à tona suspeitas de que Alexandre de Moraes teria orientado a seleção de provas de forma parcial, impedindo a exibição de vídeos e documentos favoráveis a Bolsonaro. Além disso, juristas críticos ao ministro apontam que ele manteve o julgamento na Primeira Turma, em vez de levá-lo ao plenário, onde haveria maior risco de contestação.

Para Martins, a questão vai além da figura do ex-presidente:

“Hoje é Bolsonaro, mas amanhã pode ser qualquer cidadão brasileiro. Se a Justiça perde a imparcialidade, todos estamos ameaçados. É hora de suspender o julgamento, investigar as denúncias e só depois retomar o processo”, reforçou.

Com esse posicionamento, Thiago Martins consolida-se como uma das vozes mais ativas do PL no interior da Bahia, alinhado à defesa do ex-presidente e atento ao sentimento de parte significativa do eleitorado ilheense.

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