Após 90 dias, caso do triplo homicídio segue sem conclusão e polícia pede extensão do prazo

Após 90 dias, caso do triplo homicídio segue sem conclusão e polícia pede extensão do prazo

Três meses após o triplo homicídio que abalou Ilhéus, a Polícia Civil solicitou oficialmente a prorrogação do prazo para concluir as investigações. O pedido foi feito no último sábado (15), quando o crime completou 90 dias sem uma solução definitiva.

As vítimas — Alexsandra Oliveira Suzart, 45 anosMaria Helena do Nascimento Bastos, 41, e Mariana Bastos da Silva, 20 — foram encontradas mortas com marcas de facadas no dia 15 de agosto, em uma área de mata na Praia dos Milionários, uma das regiões turísticas mais movimentadas da cidade. A brutalidade do caso gerou grande comoção e acentuou a sensação de insegurança, especialmente entre mulheres ilheenses.

Confissão sob suspeita

Dias após o crime, a investigação parecia avançar rapidamente com a confissão de Thierry Lima da Silva, então pedreiro, que afirmou ter cometido o triplo homicídio sozinho durante uma tentativa de roubo.

No entanto, novos elementos passaram a colocar a confissão em dúvida. Segundo a Polícia Civil, perícias não encontraram material genético de Thierry nos corpos das vítimas, e a suposta arma utilizada também não foi localizada, o que enfraquece a narrativa apresentada pelo suspeito.

Descoberta de outro homicídio

Paralelamente, Thierry confessou à polícia ter cometido outro assassinato, motivado por ciúmes. Ele foi formalmente indiciado pela morte de Lucas dos Santos Nascimento e permanece preso preventivamente por esse caso — não pelo triplo homicídio.

Análise de 700 vídeos e busca por respostas

Enquanto aguarda a conclusão de laudos pendentes, a equipe de investigação concentra esforços na análise de um vasto conjunto de provas: cerca de 700 vídeos de câmeras de segurança da região estão sendo examinados para ajudar a reconstruir o trajeto das vítimas e identificar possíveis suspeitos.

Pressão da população

A demora na elucidação do caso gera crescente pressão da sociedade civil. Coletivos de mulheres e grupos comunitários têm manifestado preocupação com a falta de respostas e cobram celeridade e transparência por parte das autoridades.

O triplo homicídio é considerado um dos crimes mais brutais da história recente de Ilhéus, e familiares, amigos e moradores aguardam, com ansiedade, a definição dos responsáveis.

A expectativa agora é que a Justiça aceite a ampliação do prazo, permitindo que a Polícia Civil avance na apuração das lacunas que ainda envolvem o assassinato de Alexsandra, Maria Helena e Mariana.

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