Ilhéus se despede de Mãe Carmosina, referência espiritual e guardiã das tradições afro-brasileiras

Ilhéus se despede de Mãe Carmosina, referência espiritual e guardiã das tradições afro-brasileiras

Ilhéus amanheceu mais silenciosa neste sábado (29) com a partida de Carmosina Mota de Souza Santos, a querida Mãe Carmosina, aos 108 anos. Moradora do bairro do Malhado, ela foi uma das figuras mais marcantes da espiritualidade local, deixando um legado que atravessa gerações.

Reconhecida por sua força, acolhimento e liderança, Mãe Carmosina tornou-se símbolo da umbanda e das tradições de matriz africana, sendo respeitada não apenas pela comunidade religiosa, mas por toda a cidade que aprendeu a admirar sua sabedoria centenária.

Ao longo da vida, construiu uma verdadeira família de fé — formada por filhos, netos, bisnetos e por todos aqueles que encontraram nela orientação, apoio e espiritualidade. Sua atuação firme e carinhosa ajudou a preservar costumes, fortalecer identidades e manter vivas as raízes culturais que formam a história de Ilhéus.

O secretário de Qualificação, Emprego e Renda do Ministério do Trabalho, Magno Lavigne, manifestou pesar e destacou a relevância da líder espiritual. Segundo ele, Mãe Carmosina foi “decisiva na preservação das tradições afro-brasileiras, conduzindo sua missão religiosa e social com uma força que se tornou referência para toda a Bahia”.

“A partida de Mãe Carmosina representa uma grande perda para Ilhéus e para a cultura do nosso estado. Seu legado seguirá vivo na memória e no coração de todos que conviveram com ela”, afirmou o secretário, que também estendeu solidariedade à família e à comunidade religiosa.

Mãe Carmosina deixa uma trajetória de fé, resistência e amor ao próximo — uma história que seguirá ecoando no povo que ela guiou e inspirou.

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