Terapia genética experimental apresenta remissão inédita em pacientes com leucemia agressiva
Um tratamento experimental baseado em edição genética tem mostrado resultados inéditos e promissores no combate à leucemia linfoblástica aguda de células T, um dos tipos mais agressivos de câncer no sangue. A técnica, desenvolvida por pesquisadores da University College London em parceria com o Great Ormond Street Hospital, no Reino Unido, transforma glóbulos brancos modificados em verdadeiras “células caçadoras” capazes de localizar e destruir células cancerosas.
A primeira paciente a receber o tratamento, em 2022, segue completamente sem sinais da doença e leva uma vida normal — um marco para um tipo de leucemia que costuma resistir a diversos tratamentos tradicionais.
No total, dez pessoas — oito crianças e dois adultos — participaram do estudo, todas em estágios avançados da doença e sem resposta à quimioterapia ou a transplantes de medula óssea. Entre elas, quase dois terços entraram em remissão após receberem a terapia experimental.
🔬 Como funciona a tecnologia
O método utiliza uma técnica chamada edição de bases, que permite alterar de forma precisa um ponto específico do DNA. A partir dessa tecnologia, células T saudáveis doadas passam por quatro modificações genéticas, que têm objetivos diferentes:
- Impedir que ataquem o próprio paciente;
- Evitar que sejam destruídas pelo tratamento;
- Permitir que reconheçam as células cancerosas;
- Torná-las capazes de destruir o tumor.
Após essa etapa, as células modificadas são infundidas no paciente, que posteriormente recebe um novo transplante de medula óssea para reconstruir o sistema imunológico.
⚠️ Riscos ainda existem
Apesar dos resultados animadores, os pesquisadores alertam para riscos relevantes:
- Possibilidade de infecções graves durante o período em que o sistema imunológico é eliminado;
- Chances de mutações que permitam ao câncer escapar da ação das células modificadas;
- Efeitos colaterais ainda desconhecidos, por se tratar de uma tecnologia nova.
Mesmo assim, especialistas afirmam que os achados representam um avanço significativo no tratamento de um tipo de leucemia que oferece poucas alternativas terapêuticas eficazes.
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🔬 A ciência segue abrindo caminhos onde antes não havia esperança.

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