Sem consenso, MEC deve subir piso do professor em R$ 18, abaixo da inflação

Sem consenso, MEC deve subir piso do professor em R$ 18, abaixo da inflação

Sem acordo entre governos estaduais, prefeituras e representantes da categoria, o Ministério da Educação (MEC) deve confirmar para 2026 um reajuste considerado mínimo no piso salarial dos professores da educação básica. A previsão é de um aumento de 0,37%, percentual bem inferior à inflação acumulada no período.

Atualmente, o piso nacional para docentes com jornada de 40 horas semanais é de R$ 4.867,77. Caso o índice seja oficializado, o acréscimo será de aproximadamente R$ 18,10 no salário. A projeção do Banco Central aponta que o IPCA de 2025 deve encerrar em torno de 4,4%, o que significa que o reajuste não compensará a perda do poder de compra causada pela alta dos preços.

O MEC tem prazo até 31 de janeiro para formalizar o índice. Pessoas envolvidas nas negociações avaliam que o modelo atual de cálculo gera instabilidade, já que provoca aumentos irregulares ao longo dos anos. Em 2022, por exemplo, o piso teve reajuste expressivo de 33,2%, enquanto em 2024 o aumento foi de 6,7%.

Pela legislação em vigor desde 2008, cabe ao governo federal apenas aplicar o percentual definido pela fórmula legal, sem margem para negociação direta. A falta de consenso entre as partes envolvidas reforça as críticas de entidades ligadas à educação, que defendem um modelo mais previsível e alinhado à inflação para garantir valorização real da carreira docente.

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