Relator da CPI do Crime Organizado pede convocação da mulher de Alexandre de Moraes
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado marcou para o dia 11 de fevereiro a votação de requerimentos que podem ampliar as investigações conduzidas pelo colegiado no Senado Federal. Entre os pedidos que serão analisados está a convocação da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.
O requerimento foi apresentado pelo relator da comissão, senador Alessandro Vieira, que também solicitou a quebra de sigilo do escritório de advocacia comandado por Viviane. A solicitação está relacionada a um contrato firmado entre o escritório e o Banco Master, estimado em R$ 129 milhões.
Segundo o relator, o objetivo da convocação é apurar possíveis irregularidades envolvendo o contrato, que, conforme o parlamentar, apresenta valores considerados fora do padrão praticado no mercado jurídico. O senador afirma que existem suspeitas de que o acordo possa estar ligado a esquemas de lavagem de dinheiro investigados por órgãos federais.
Além da convocação, o relator pediu a quebra de sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático do escritório e também da empresa Lex Instituto de Estudos Jurídicos, apontada como responsável por bens ligados à família.
A CPI é composta por 11 senadores titulares e sete suplentes. Para que os requerimentos sejam aprovados, é necessário o voto favorável de pelo menos seis integrantes da comissão. Caso aprovadas, as medidas podem ampliar o alcance das investigações e gerar novos desdobramentos políticos e jurídicos.
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