Estudantes desenvolvem repelente natural à base de cravo-da-índia para auxiliar no combate ao mosquito da dengue
Diante do avanço dos casos de doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, dois estudantes da rede estadual baiana desenvolveram uma alternativa natural e de baixo custo para ajudar na prevenção das picadas. O projeto foi criado por Samara Pereira e Yêgo Gabriel, alunos do Colégio Estadual de Tempo Integral Leila Janaína Brito Gonçalves, no município de Presidente Dutra.
A iniciativa resultou na produção de um repelente em creme elaborado com cravo-da-índia, planta conhecida por propriedades que ajudam a afastar insetos. A proposta surgiu como uma forma de oferecer uma solução acessível, especialmente para comunidades que enfrentam dificuldades para adquirir produtos industrializados.
Segundo a professora Mirian de Carvalho, orientadora do projeto, a pesquisa teve como foco principal unir conhecimento científico e saber popular, além de incentivar a produção de soluções práticas e econômicas. Ela destaca que os ingredientes utilizados são fáceis de encontrar e permitem que o produto seja produzido com custo reduzido.
A estudante Samara explica que a escolha pelo cravo-da-índia ocorreu por se tratar de uma alternativa natural, voltada para pessoas que buscam opções com menor presença de compostos químicos. Além disso, a versão em creme foi desenvolvida para facilitar a aplicação, aumentar o tempo de fixação na pele e oferecer maior conforto ao usuário.
Já o aluno Yêgo ressalta que o projeto também valoriza o uso de recursos naturais presentes na região onde vivem. A proposta busca contribuir com ações preventivas contra doenças como dengue, zika e chikungunya, especialmente em áreas onde o acesso a repelentes comerciais é limitado.
O trabalho ganhou destaque no Encontro Estudantil promovido pela Secretaria da Educação e agora entra em uma nova fase de desenvolvimento. A equipe pretende aprimorar a fórmula para melhorar características como aroma, durabilidade e absorção, além de realizar novos testes para avaliar a aceitação do produto e possíveis reações na pele.
Dados apresentados por pesquisadores do InfoDengue indicam que o Brasil pode registrar cerca de 1,8 milhão de novos casos da doença em 2026, o que reforça a importância de iniciativas voltadas à prevenção e conscientização da população.
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