Brasil e Interpol firmam parceria inédita para combater crime organizado na América do Sul

Brasil e Interpol firmam parceria inédita para combater crime organizado na América do Sul

O Brasil firmou uma parceria inédita com a Interpol para estruturar uma força-tarefa internacional voltada ao combate ao crime organizado na América do Sul, com foco especial no tráfico transnacional de drogas.

O anúncio foi feito nesta segunda-feira (23), em Brasília. A iniciativa terá sede no escritório da Interpol em Buenos Aires e contará com financiamento inicial de R$ 11 milhões, recurso que será destinado pelo governo brasileiro no primeiro ano de funcionamento.

Modelo inspirado nas Ficcos

A nova estrutura será baseada nas Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (Ficcos), modelo já utilizado no Brasil que reúne a Polícia Federal e forças estaduais em ações coordenadas, com compartilhamento de inteligência e operações conjuntas.

Com os resultados positivos obtidos no enfrentamento às facções criminosas no país, a Interpol decidiu adaptar o formato para uma atuação multinacional.

O recrutamento de agentes deve começar em março de 2026. Profissionais de segurança pública de países sul-americanos serão selecionados para atuar lado a lado na produção de relatórios conjuntos de inteligência. A expectativa é que, entre 30 e 60 dias após o início do processo, a força-tarefa já esteja em operação.

Integração e acesso a bancos de dados globais

Os integrantes terão acesso direto aos sistemas globais da Interpol, ampliando a troca de informações e viabilizando ações coordenadas entre os países participantes.

Segundo o secretário-geral da Interpol, o brasileiro Valdecy Urquiza, o projeto começou a ser desenhado após visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à sede da entidade. A partir desse diálogo, foi estruturada a proposta de replicar a experiência brasileira em âmbito regional.

Foco em líderes e ativos financeiros

Entre os principais objetivos da força-tarefa estão:

  • Identificar e prender líderes de organizações criminosas
  • Mapear e apreender ativos financeiros que sustentam o tráfico
  • Reforçar a vigilância em áreas de fronteira

A Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad) será responsável pelo financiamento e também pela formulação de políticas públicas com base nas evidências produzidas pelo grupo.

A iniciativa ocorre em meio ao avanço de organizações criminosas na América do Sul e à intensificação da cooperação internacional no combate ao narcotráfico.

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