“A quem interessa esconder os dados sobre a crise do Hospital São José?”: Tandick Rezende expõe rombos e defende atuação da Prefeitura

“A quem interessa esconder os dados sobre a crise do Hospital São José?”: Tandick Rezende expõe rombos e defende atuação da Prefeitura

“A quem interessa esconder os dados em relação à crise do Hospital São José?” A pergunta foi feita pelo vereador Tandick Rezende durante a sessão da Câmara Municipal de Ilhéus, nesta terça-feira (24), ao denunciar a falta de transparência na gestão da unidade hospitalar. O parlamentar afirmou que, apesar das alegações de atraso nos repasses feitas pelo hospital e das denúncias de salários atrasados, a Prefeitura de Ilhéus informou oficialmente, em nota divulgada no dia 10 de fevereiro, que não há débitos pendentes.

Segundo Tandick, após investigação com base em dados do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), o Hospital São José recebeu quase R$ 42 milhões em repasses municipais entre 2022 e 2025. Os valores referentes a 2026 ainda não aparecem no sistema, mas, conforme informado, no dia 12 de fevereiro o hospital recebeu quase R$ 900 mil. O vereador ressaltou que parte dos pagamentos foi realizada por meio de decretos de emergência e indenizações, o que, segundo ele, demonstra o esforço da gestão do prefeito Valderico Júnior para manter o funcionamento da unidade e garantir o atendimento à população.

Durante o pronunciamento, o vereador fez críticas diretas à administração do hospital e apontou possíveis irregularidades. “Desses pagamentos, alguns tiveram que ser por decreto de emergência e indenização, o que mostra o esforço do prefeito Valderico Júnior para não deixar nem o hospital e nem a população desassistida. A verdade é que até hoje o Hospital São José continua uma caixa-preta. O dinheiro chega, mas há um buraco sem fundo que fizeram na instituição que não tem dinheiro que dê jeito”, declarou.

O parlamentar também denunciou que vem tentando obter esclarecimentos formais desde o dia 18 de setembro, quando enviou diversos ofícios solicitando prestação de contas e informações detalhadas. Segundo ele, não houve resposta até o momento, apesar de a assessoria do hospital ter ciência das solicitações. Tandick afirmou ainda que recebeu informações sobre documentos pendentes, prestações não assinadas por gestores anteriores, ausência de relatórios e possíveis irregularidades que, segundo ele, não estão sendo expostas à sociedade ilheense.

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