Mosquitos que impedem a transmissão da dengue são liberados em Minas Gerais
Uma nova estratégia de combate às arboviroses começou a ser aplicada em Brumadinho, em Minas Gerais. A iniciativa consiste na liberação de mosquitos Aedes aegypti que carregam a bactéria Wolbachia, capaz de reduzir a transmissão de doenças como dengue, zika e chikungunya.
O lançamento oficial da ação ocorreu nesta segunda-feira (2) e faz parte de um projeto conduzido pelo World Mosquito Program no Brasil, em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz, a prefeitura local e o governo de Minas Gerais.
Como funciona o método
Os mosquitos liberados, apelidados de “Wolbitos”, são da mesma espécie que transmite dengue, mas carregam a bactéria Wolbachia, naturalmente presente em cerca de metade dos insetos existentes no planeta.
Essa bactéria impede que vírus como os da dengue, zika e chikungunya se desenvolvam dentro do mosquito. Com isso, mesmo que o inseto pique uma pessoa infectada, ele terá menor capacidade de transmitir a doença para outras pessoas.
A bactéria também é transmitida de geração em geração pelos ovos do mosquito, permitindo que o efeito se espalhe naturalmente na população de insetos ao longo do tempo.
Tecnologia já usada no Brasil
A estratégia foi identificada como eficaz em 2009 e começou a ser aplicada no Brasil em 2014. Desde então, o método vem sendo expandido gradualmente para diferentes cidades.
Segundo especialistas, a técnica não envolve modificação genética dos mosquitos e é considerada segura para seres humanos e para o meio ambiente.
No país, o método já foi implantado em 12 municípios. Em Minas Gerais, além de Brumadinho, as cidades de Belo Horizonte e Uberlândia também participam da iniciativa.
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