Trio elétrico vira patrimônio cultural imaterial de Salvador
Um dos maiores símbolos do Carnaval da Bahia agora tem reconhecimento oficial. O trio elétrico foi declarado Patrimônio Cultural e Histórico Imaterial de Salvador, após sanção de lei assinada pelo prefeito Bruno Reis na última quinta-feira (5).
Com o novo status, o equipamento que marcou gerações da folia baiana passa a integrar o grupo de expressões culturais protegidas da capital, ao lado de manifestações tradicionais como o Olodum, o ofício das baianas de acarajé e a roda de capoeira.
O reconhecimento fortalece ações de preservação da tradição e permite que o trio elétrico tenha acesso a editais de fomento cultural e apoio financeiro.
De carro adaptado a símbolo do Carnaval
A história do trio elétrico começou em 1951, quando os músicos Dodô e Osmar saíram pelas ruas de Salvador tocando frevo em cima de um carro adaptado, um Ford Modelo T de 1929, conhecido como “Fobica Elétrica”.
A ideia ganhou proporções maiores quando o músico Temístocles Aragão se juntou à dupla, ajudando a transformar o projeto em um caminhão musical que se tornaria marca registrada do Carnaval.
Décadas depois, o trio elétrico evoluiu para estruturas gigantes, com palco, iluminação e sistemas de som potentes, tornando-se o principal elemento da maior festa de rua do mundo.
Estruturas movimentam a economia da festa
Atualmente, Salvador conta com cerca de 500 equipamentos, entre trios e mini trios, segundo levantamento da Associação de Blocos e Trios.
O aluguel dessas estruturas pode variar bastante. Dependendo do tamanho e da tecnologia do equipamento, os valores podem ir de cerca de R$ 70 mil a R$ 500 mil durante o Carnaval.
Apesar da importância cultural, o tema também gerou debate recentemente após falhas registradas em alguns equipamentos durante o Carnaval de 2026.
Outro símbolo pode ganhar reconhecimento
Para o músico Armandinho Macêdo, herdeiro da tradição do trio elétrico, outro elemento fundamental da música baiana também merece reconhecimento oficial: a guitarra baiana.
Segundo ele, o instrumento nasceu na Bahia antes mesmo da popularização da guitarra elétrica no rock e ajudou a moldar o som característico do Carnaval.
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