TikTok cresce como ferramenta de estudo, mas educadores alertam para riscos

TikTok cresce como ferramenta de estudo, mas educadores alertam para riscos

A rede social TikTok vem ganhando espaço também na rotina de estudos. Segundo levantamento da própria empresa com 91.101 usuários brasileiros maiores de 18 anos, cerca de 41,5% afirmaram já ter utilizado vídeos da plataforma para se preparar para provas escolares, vestibulares ou concursos públicos.

De acordo com Gustavo Rodrigues, o crescimento desse hábito está ligado tanto à busca ativa por conteúdo educacional quanto ao aparecimento desses vídeos na linha do tempo dos usuários.

A pesquisa, realizada em novembro de 2025, aponta ainda que 45% dos entrevistados consomem vídeos educativos diariamente, enquanto 13% acessam o aplicativo ao menos uma vez por semana com esse objetivo.

Entre as iniciativas da plataforma estão campanhas como #AprendaNoTikTok e o chamado “aulão do Enem”, que incentivam a produção de conteúdos educativos. Mesmo assim, Rodrigues destaca que o papel da rede social é apenas complementar ao ensino tradicional.

Especialistas em educação alertam que o uso das redes sociais para estudar pode trazer riscos se não houver acompanhamento adequado. Para Natália Melo, existe o perigo de os estudantes caírem na chamada “armadilha da passividade”.

“Assistir a um vídeo de 60 segundos sobre a Revolução Francesa pode dar uma sensação imediata de entendimento, mas isso não substitui a construção de repertório e análise necessária para uma redação”, afirma.

Já Renato Júdice de Andrade destaca que o conteúdo rápido pode ser útil para revisões, mas não deve ser visto como um atalho para o aprendizado.

Criadores de conteúdo educacional também defendem o uso equilibrado das redes sociais. O professor de história Samuel Nepomuceno afirma que plataformas digitais podem funcionar como aliadas do estudo, oferecendo resumos e explicações rápidas.

Segundo o levantamento, as disciplinas mais procuradas pelos estudantes na plataforma são português e redação (48%), matemática (47%), história (37%) e línguas estrangeiras (34%). A professora de matemática Gabi Mello afirma que os vídeos ajudam alunos a destravar conceitos considerados difíceis.

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