“Mulher é quem menstrua” Ratinho critica eleição de Erika Hilton  

 “Mulher é quem menstrua” Ratinho critica eleição de Erika Hilton  

Uma declaração do apresentador Ratinho, feita durante seu programa no SBT na noite de quarta-feira (11), provocou forte repercussão nas redes sociais. O comentário foi relacionado à eleição da deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) para a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher na Câmara dos Deputados.

Durante o programa, Ratinho criticou a escolha da parlamentar para comandar o colegiado e questionou a decisão de colocar uma mulher trans à frente da comissão.

“Não achei muito justo, com tanta mulher, por que vai dar para uma mulher trans? Ela não é mulher, ela é trans. Não tenho nada contra trans, mas se tem outras mulheres. Mulher para ser mulher tem de ser mulher”, afirmou o apresentador.

Em outro momento, Ratinho declarou que, na visão dele, mulher seria apenas quem possui determinadas características biológicas.

“Mulher é quem tem útero, quem menstrua, e a Erika é trans”, disse.

Repercussão nas redes

O trecho da fala rapidamente circulou nas redes sociais e gerou grande debate. Muitos internautas classificaram a declaração como transfóbica, enquanto outros defenderam o apresentador, argumentando que ele teria apenas expressado sua opinião.

Ratinho também afirmou durante o programa que não teria nada contra a deputada, mas voltou a questionar sua presença no cargo.

“Quero dizer que não tenho nada contra a deputada ou deputado, não sei. Não tenho nada contra, não me fez nada. Ela fala bem, é boa de prosa. Agora, acho que devia ser mulher”, comentou.

Resposta de Erika Hilton

Em publicação nas redes sociais, a deputada Erika Hilton comentou sua eleição para presidir a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, mas evitou responder diretamente às declarações do apresentador.

No texto, ela destacou o significado político e simbólico de ocupar o cargo.

“Hoje fiz história por mim, que tive minha adolescência e minha dignidade roubada pelo preconceito e discriminação. Hoje fiz história pela minha comunidade, que ainda enfrenta os piores índices em praticamente todos os aspectos da vida social”, escreveu.

A parlamentar também afirmou que críticas motivadas por preconceito não diminuem a importância da conquista.

“É isso que vai ficar: não o ódio, não o ranço, não a raiva dos que tentam nos apagar”, concluiu.

A eleição de Erika Hilton para a presidência da comissão foi considerada marco por ser uma das primeiras mulheres trans a ocupar um dos principais cargos de liderança em colegiados da Câmara dos Deputados.

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