Fim do lixão transformou vida de catadores e impulsionou coleta seletiva em Itabuna

Fim do lixão transformou vida de catadores e impulsionou coleta seletiva em Itabuna

O encerramento do antigo lixão a céu aberto de Itabuna representou não apenas uma adequação ambiental ao Marco Legal do Saneamento Básico, mas também uma mudança social e econômica na vida de dezenas de famílias que sobreviviam da coleta de resíduos em condições precárias.

Entre 2021 e 2022, a cidade iniciou um processo de transformação que substituiu a queima irregular de lixo por um sistema estruturado de coleta seletiva, triagem e descarte ambientalmente adequado no aterro sanitário da CVR Costa do Cacau.

A iniciativa resultou na criação da Associação dos Agentes Ambientais e Catadores de Materiais Reutilizáveis e Recicláveis de Itabuna (AACRRI), fortalecendo a organização da categoria e proporcionando melhores condições de trabalho aos catadores.

O projeto contou com atuação conjunta da Prefeitura de Itabuna, da Defensoria Pública do Estado da Bahia (DPE-BA) e do Ministério Público do Trabalho, que desenvolveram ações voltadas à assistência social, regularização documental, capacitação profissional, acesso à saúde e encaminhamento ao mercado de trabalho.

Segundo a assistente social da Defensoria Pública, Andrea Reis, o acompanhamento da AACRRI continua sendo realizado de forma permanente. Entre as ações desenvolvidas estão suporte jurídico, mediação institucional e incentivo ao acesso às políticas públicas.

Ela destacou ainda a conquista da sede própria da associação como um avanço importante para garantir mais dignidade, organização e melhores condições de trabalho aos agentes ambientais.

Além disso, o município implantou um Centro de Triagem e ecopontos, fortalecendo o sistema de coleta seletiva e ampliando as alternativas de descarte correto de resíduos.

A expectativa agora é ampliar a coleta seletiva em Itabuna, fortalecer a geração de renda dos catadores e expandir as ações de educação ambiental junto à população.

A transformação do antigo lixão passou a representar um novo modelo de gestão de resíduos sólidos na cidade, unindo inclusão social, sustentabilidade e melhoria da qualidade de vida para trabalhadores que antes atuavam em situação de extrema vulnerabilidade.

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