Empresário é preso pela PF após apreensão de arma durante operação da merenda escolar em Ilhéus
O empresário Robson Santiago foi preso pela Polícia Federal na manhã desta quinta-feira (21) durante a Operação Merenda Digna, que investiga supostas irregularidades em contratos de fornecimento de merenda escolar no município de Ilhéus. A prisão ocorreu após agentes encontrarem uma arma de fogo sem registro na residência do investigado, em Camaçari.
Segundo informações apuradas, o armamento foi localizado durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão. Como o empresário não possuía autorização legal para posse da arma, ele acabou sendo conduzido pela PF após a apreensão do material.
A Operação Merenda Digna apura um suposto esquema de fraudes em contratos da merenda escolar da rede municipal de Ilhéus, com indícios de direcionamento de contratos, sobrepreço e possível associação entre empresas participantes do processo licitatório.
A ação da Polícia Federal contou com apoio da Controladoria-Geral da União (CGU) e cumpriu 14 mandados de busca e apreensão em diferentes municípios, incluindo Ilhéus, Itagimirim, Camaçari e Lauro de Freitas. O contrato investigado é estimado em cerca de R$ 15,5 milhões.
As investigações tiveram início em 2025 e apontam que os valores praticados em alguns itens da merenda estariam acima do mercado, com suspeita de sobrepreço superior a R$ 1,7 milhão.
Em outra frente da investigação, um empresário ligado ao ex-prefeito de Camaçari Antonio Elinaldo também foi alvo de mandados cumpridos pela PF. Segundo informações, o imóvel visitado pelos agentes estava alugado no momento da ação.
A operação também alcançou estruturas ligadas a empresas já contratadas pelo poder público. Em março deste ano, o vereador de Ilhéus Vinícius Alcântara havia denunciado contratos sem licitação envolvendo fornecimento de merenda, apontando diferenças significativas entre os preços pagos pela prefeitura e os valores praticados no varejo.
Entre os exemplos citados estão produtos como macarrão e biscoitos adquiridos por valores muito acima dos encontrados em supermercados, segundo a denúncia apresentada na época.
A empresa R. Silva Santiago LTDA, ligada ao empresário investigado, já teria mantido contratos com gestões anteriores, incluindo o município de Camaçari, em valores que ultrapassariam R$ 10 milhões em 2024.
A Polícia Federal segue com as investigações para aprofundar a análise dos contratos, movimentações financeiras e possíveis conexões entre os envolvidos.

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