EUA iniciam investigação sobre práticas comerciais do Brasil e avaliam novas tarifas
O governo dos Estados Unidos deu início às audiências públicas que vão analisar práticas comerciais adotadas pelo Brasil e que, segundo autoridades norte-americanas, podem prejudicar os interesses econômicos do país. Os encontros são conduzidos pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974.
A primeira rodada de audiências, realizada entre segunda (6) e terça-feira (7), discute a proposta de aplicação de uma sobretaxa de 25% sobre diversos produtos brasileiros. A investigação aborda seis pontos considerados sensíveis pelos Estados Unidos, entre eles o comércio digital, sistemas de pagamento como o Pix, tarifas preferenciais, combate à corrupção, proteção à propriedade intelectual, acesso do etanol americano ao mercado brasileiro e ações de combate ao desmatamento ilegal.
Nesta terça-feira (7), o USTR também iniciou uma segunda audiência, desta vez com a participação de representantes de cerca de 60 países, incluindo o Brasil. O foco dessa etapa é avaliar o combate ao trabalho análogo à escravidão e os mecanismos adotados pelos países para impedir a exportação de produtos fabricados com mão de obra forçada.
Durante os debates, representantes de governos, entidades empresariais e setores produtivos apresentam informações que poderão subsidiar a decisão das autoridades norte-americanas.
As audiências fazem parte do processo de investigação que poderá resultar na adoção de novas medidas comerciais pelos Estados Unidos, incluindo a imposição de tarifas sobre produtos brasileiros.
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