Governo Lula repudia tarifa dos EUA e fala em Lei da Reciprocidade
O governo federal divulgou, nesta quinta-feira (16), uma nota oficial em que repudia a decisão dos Estados Unidos de aplicar tarifas adicionais de 25% sobre produtos brasileiros. As novas taxas, anunciadas pelo governo de Donald Trump, têm previsão de entrar em vigor no próximo dia 22 de julho.
No comunicado, o Palácio do Planalto classificou a medida como um “marco lastimável” nas relações entre os dois países e afirmou que não há justificativa para a adoção de sanções comerciais unilaterais contra o Brasil.
O governo brasileiro também destacou que os Estados Unidos acumulam superávit comercial na relação bilateral, com saldo positivo de US$ 424,5 bilhões em bens e serviços nos últimos 15 anos, argumento utilizado para contestar a decisão americana.
A nota rebate ainda os principais pontos levantados pelos Estados Unidos durante a investigação comercial, como o sistema de pagamentos Pix, a regulação das plataformas digitais e as acusações relacionadas ao desmatamento. Segundo o Planalto, as alegações são infundadas e o Pix é considerado uma referência internacional em infraestrutura pública digital.
Como resposta ao tarifaço, o governo informou que adotará medidas em três frentes: buscar novos mercados para os produtos brasileiros, criar ações de apoio aos setores econômicos afetados e acionar a Lei da Reciprocidade Econômica, além de levar o caso ao mecanismo de solução de controvérsias da Organização Mundial do Comércio (OMC).
Segundo o Planalto, as medidas têm como objetivo proteger a produção nacional, preservar empregos e defender os interesses comerciais do Brasil.
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