Itabuna identifica 14 novos casos de autismo em ação para reduzir fila de diagnóstico
Uma ação da Prefeitura de Itabuna voltada à investigação do Transtorno do Espectro Autista (TEA) avaliou 77 crianças e confirmou o diagnóstico de autismo em 14 delas. O trabalho foi realizado pelo Espaço TEA, ligado ao Departamento de Média e Alta Complexidade da Secretaria Municipal de Saúde.
A iniciativa fez parte do 1º Projeto de Ação Integrada de Avaliação Multiprofissional para Investigação Diagnóstica do TEA, criado para ampliar o acesso ao diagnóstico, agilizar a avaliação de crianças que aguardavam na fila e fortalecer o atendimento oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Ao todo, 105 crianças estavam previstas para participar da ação, mas 77 passaram efetivamente pelas avaliações, o que corresponde a uma taxa de atendimento de 73,3%. Segundo a coordenação do projeto, em aproximadamente 21% dos casos não foi possível concluir o processo porque as equipes não conseguiram contato com as famílias.
Entre as crianças avaliadas, os resultados apontaram diferentes situações. 14 receberam diagnóstico conclusivo de TEA, enquanto outras 23 apresentaram sinais sugestivos do transtorno. Em 20 avaliações, os resultados foram considerados inconclusivos e será necessário um novo acompanhamento.
Essas 20 crianças passarão por um protocolo de reavaliação neuropsicológica, com previsão de conclusão em até 60 dias. Para os casos em que os critérios para TEA não foram identificados, também será implantado um fluxo de investigação diagnóstica diferencial, com encaminhamento para serviços especializados quando houver necessidade.
A ação foi destinada a crianças entre 2 e 11 anos que já haviam passado por uma triagem e apresentavam suspeita de autismo.
Avaliação reuniu diferentes profissionais
O processo contou com uma equipe formada por seis psicólogos, uma neuropsicóloga, duas fonoaudiólogas, dois psicomotricistas, duas fisioterapeutas e uma brinquedista.
Os profissionais avaliaram aspectos cognitivos, comportamentais, comunicacionais e psicomotores das crianças, utilizando instrumentos padronizados e observação clínica.
De acordo com a coordenação do Espaço TEA, o projeto começou com a organização da fila de espera e a aplicação de ferramentas de triagem. Em seguida, os pacientes foram classificados conforme a prioridade clínica e encaminhados para avaliações multiprofissionais. Ao final, as famílias receberam os pareceres e orientações sobre os próximos passos.
Para a Secretaria Municipal de Saúde, a iniciativa representa um avanço na tentativa de tornar o diagnóstico mais acessível e fortalecer o acompanhamento das crianças com suspeita ou confirmação de TEA na rede pública.
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