Suspeito de matar policial em Ilhéus nega autoria do crime

Suspeito de matar policial em Ilhéus nega autoria do crime

Kauan de Jesus Ferreira, apontado nas investigações como suspeito de ser o autor do disparo que matou o soldado da Rondesp Sul Maurício Dantas dos Santos, de 36 anos, divulgou um vídeo em que nega participação no crime. O policial foi morto na noite de 26 de julho, após retornar das festividades no Rio do Engenho, em Ilhéus.

Na gravação, Kauan apresenta a própria versão sobre os acontecimentos e afirma que não foi responsável pela morte do militar. Segundo ele, no dia do crime, estava em sua residência, no bairro Nelson Costa, acompanhado do irmão mais novo.

Kauan relata que, horas antes, havia ido ao Rio do Engenho em uma motocicleta, acompanhado de um amigo menor de idade. De acordo com a versão apresentada por ele, os dois chegaram ao local por volta das 10h e deixaram a região às 18h, seguindo em direção ao Nelson Costa.

Ainda conforme o relato de Kauan, ele teria tomado conhecimento da acusação somente depois de chegar em casa. Segundo ele, sua mãe o informou que policiais militares estavam procurando por ele sob suspeita de envolvimento na morte do soldado.

Kauan afirma ter registros para comprovar versão

No vídeo, Kauan afirma que entregou seu telefone celular ao advogado e que o aparelho possui registros de geolocalização que, segundo ele, poderiam demonstrar onde estava no momento do crime.

Ele também afirma que a motocicleta utilizada no deslocamento possui um sistema de rastreamento em tempo real. Na avaliação apresentada pelo próprio investigado, os dados dos dois dispositivos poderiam ajudar a comprovar que ele não estava no local da ocorrência no momento da morte do policial.

Kauan se apresentou de forma telepresencial ao delegado Hélder Carvalhal, acompanhado de advogado, e, segundo o relato divulgado, colocou-se à disposição das autoridades para prestar novos esclarecimentos sempre que for chamado.

A defesa sustenta que os registros de localização poderão contribuir para esclarecer a situação e identificar os responsáveis pelo homicídio.

As declarações apresentadas na matéria correspondem à versão de Kauan de Jesus Ferreira e não representam uma conclusão sobre sua participação ou não no crime. A investigação das autoridades deverá apurar a autoria e as circunstâncias da morte do policial.

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