Lula diz estar convencido de que Motta e Alcolumbre apoiarão fim da “taxa das blusinhas”

Lula diz estar convencido de que Motta e Alcolumbre apoiarão fim da “taxa das blusinhas”

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta terça-feira (18) estar otimista com a aprovação, pelo Congresso Nacional, da medida provisória que prevê o fim do imposto federal sobre compras internacionais de até US$ 50.

Em vídeo divulgado por sua equipe de campanha, Lula disse acreditar que os presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), votarão a favor da proposta.

“Eu estou muito otimista com a aprovação da medida provisória que eu mandei para acabar com a taxação das blusinhas”, afirmou o presidente.

A chamada “taxa das blusinhas” passou a valer em agosto de 2024, após o Congresso aprovar uma lei que estabeleceu imposto de importação de 20% para compras internacionais de até US$ 50 realizadas em plataformas como Shein, Shopee e AliExpress.

A medida provisória assinada pelo governo em maio propõe zerar novamente a cobrança do imposto federal para essas compras. Para entrar em vigor de forma definitiva, porém, o texto precisa ser aprovado pelo Congresso Nacional.

O prazo para votação termina em 8 de setembro. Caso não seja aprovada, a medida provisória perderá a validade no dia seguinte.

ICMS continua sendo cobrado

A eventual aprovação da MP não significa o fim de todos os impostos incidentes sobre as compras internacionais.

O ICMS, tributo estadual, continuará sendo aplicado. Atualmente, a alíquota varia de acordo com as regras estaduais e fica entre 17% e 20%.

Lula defendeu que a redução da tributação federal seria uma questão de justiça para os consumidores e argumentou que produtos vendidos no comércio brasileiro também são fabricados em países como China, Bangladesh e Vietnã.

“Eu estou convencido que o presidente do Senado Alcolumbre e o presidente da Câmara, Hugo Motta, vão votar e a gente vai aprovar o fim da taxação das blusinhas”, declarou.

A cobrança criada em 2024 foi alvo de críticas desde sua implementação, principalmente entre consumidores que realizam compras de pequeno valor em plataformas estrangeiras.

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