Governo eleva para R$ 200 mil limite de financiamento para motoristas de aplicativos
O governo federal ampliou o valor máximo dos veículos que podem ser financiados por taxistas e motoristas de aplicativos dentro do programa Move. O teto, que anteriormente era de R$ 150 mil, passou para R$ 200 mil. A mudança também amplia a participação de veículos híbridos na iniciativa.
A alteração foi oficializada por meio de uma portaria conjunta dos Ministérios da Fazenda e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), publicada em edição extra do Diário Oficial da União na quarta-feira (19).
A medida ocorre em meio ao período eleitoral e amplia o número de modelos que podem se enquadrar nas regras do programa. Segundo estimativas do governo, a mudança deve elevar de 63% para 88% a parcela de veículos disponíveis no mercado que podem atender aos critérios de financiamento.
O Ministério do Desenvolvimento avalia que o novo limite poderá aumentar a oferta de modelos e a concorrência entre fabricantes, além de ampliar as opções para motoristas que atuam em categorias de maior padrão dentro das plataformas, como Uber Comfort, Uber Black e 99Plus.
Quem pode participar
Podem solicitar o financiamento pelo Move taxistas e motoristas de aplicativos que estejam cadastrados na plataforma há pelo menos um ano e tenham realizado, no mínimo, 100 corridas durante esse período.
Os veículos precisam ser produzidos por montadoras habilitadas no programa Mover. Entre as fabricantes listadas estão Volkswagen, Fiat, Renault, General Motors, Honda, Hyundai, Nissan, Peugeot, Toyota, BMW, BYD e GWM.
Também é necessário que o automóvel atenda aos critérios de sustentabilidade estabelecidos pelo programa, podendo ser flex, híbrido ou híbrido a etanol.
A nova regulamentação ainda modificou a definição de veículo híbrido, permitindo contemplar modelos que utilizam eletricidade combinada a outro combustível, como gasolina ou etanol.
Crédito ainda enfrenta dificuldades
Apesar da ampliação das regras, o programa enfrenta dificuldades para liberar os recursos previstos. Dos R$ 30 bilhões disponibilizados para o Move Aplicativos, cerca de 11% havia sido liberado pelo BNDES até o momento do levantamento citado na reportagem.
Motoristas de plataformas também relatam dificuldades para conseguir aprovação dos financiamentos. Entre as reclamações estão negativas de crédito e impactos na pontuação de crédito após consultas realizadas em diferentes instituições financeiras.
Um dos pontos de resistência do setor bancário é a taxa de juros definida para o programa, inferior à média praticada no mercado para financiamentos de veículos.
Pelas regras atuais, as taxas do Move Brasil são de 12,6% ao ano para homens e 11,5% para mulheres, enquanto a taxa média de financiamento de automóveis no mercado é de aproximadamente 28% ao ano, segundo dados citados pelo governo.
A medida provisória que criou o programa foi publicada em junho e tem validade até 15 de setembro.

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