Itabuna: 60% dos acolhidos deixam Centro POP após conquistar moradia e renda
O Centro POP Acolhimento de Itabuna marcou o Mês da Luta da População em Situação de Rua com um café da manhã para os atendidos nesta terça-feira (25). A unidade, vinculada à Secretaria de Promoção Social e Combate à Pobreza (SEMPS), aproveitou a data para destacar o trabalho de acolhimento e reinserção social desenvolvido no município.
Um dos resultados apresentados foi a redução no número de pessoas acolhidas. No primeiro semestre, a unidade atendia 26 pessoas, número que caiu para 18 atualmente.
Segundo o coordenador do POP Acolhimento, Jakson Fonseca, cerca de 60% das pessoas que estavam na unidade deixaram o espaço no início do segundo semestre para reconstruir a própria vida. Parte conseguiu acessar aluguel social temporário, enquanto outros passaram a alugar seus próprios imóveis após conquistar uma fonte de renda.
“Alguns saíram para aluguel social temporário ou até mesmo alugar a própria casa depois de conseguir a subsistência com os cursos e oficinas que são oferecidos. Nestes casos, o resultado é de sucesso”, afirmou.
A unidade oferece suporte para que os acolhidos tenham acesso a documentos, cursos de profissionalização, benefícios sociais e oportunidades de geração de renda. O acompanhamento também pode continuar mesmo depois da saída da Casa de Acolhimento.
De acordo com Jakson, pessoas em situação de rua podem ter acesso a programas como o Bolsa Família e, quando atendidos os critérios, ao Benefício de Prestação Continuada (BPC). O acesso a uma renda também pode facilitar a busca por moradia e, em determinadas situações, possibilitar o acesso ao auxílio-aluguel.
O Dia Nacional de Luta da População em Situação de Rua é celebrado em 19 de agosto. A data busca ampliar a visibilidade para os direitos e as necessidades das pessoas que vivem ou já viveram em situação de rua.
Acolhimento e reconstrução de vínculos
O período de permanência na Casa de Acolhimento é de até três meses, podendo ser prorrogado por mais três. As portas de entrada são o Centro POP e a equipe de Abordagem Social da SEMPS, que atua diretamente nas ruas de Itabuna.
Além do acolhimento, a equipe trabalha na regularização de documentos, profissionalização, acesso a benefícios e, quando necessário e disponível, encaminhamento para aluguel social temporário.
Segundo a coordenadora da Alta Complexidade da SEMPS, Vanessa Leite, o trabalho também tem como objetivo ajudar na reconstrução dos vínculos familiares e sociais.
A reinserção é acompanhada por profissionais como assistente social e psicólogo. Para o psicólogo Tiago Alves, o atendimento busca trabalhar a saúde mental e a autoestima dos acolhidos, sem julgamentos.
“O nosso trabalho é cuidar da saúde mental dessas pessoas, sem julgamentos e críticas. Então, a nossa função é ajudar nos encaminhamentos necessários. Precisamos resgatar a identidade dessas pessoas e sua autoestima”, afirmou.
A redução do número de pessoas acolhidas, segundo a unidade, representa também casos de pessoas que conseguiram deixar o acolhimento e iniciar uma nova etapa de vida com moradia, renda e vínculos sociais restabelecidos.
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