Tecnologia usada em presídios da Bahia detecta 232 materiais ilícitos em sete meses
A utilização de equipamentos de inspeção corporal tem ampliado a fiscalização nas unidades prisionais da Bahia. Entre janeiro e julho deste ano, o sistema Body Scan registrou 232 alterações durante procedimentos de revista, número que representa um crescimento superior a 320% em comparação com o mesmo período do ano passado.
Adotada pela Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização da Bahia (Seap), a tecnologia utiliza baixas doses de raios-X para produzir imagens do corpo sem a necessidade de contato físico. A análise permite aos servidores identificar possíveis objetos ou substâncias escondidos durante a entrada nas unidades.
Entre os itens encontrados estão celulares, smartwatches, carregadores e drogas. Além de aumentar a capacidade de fiscalização, o equipamento reduz significativamente o tempo necessário para o procedimento.
Uma inspeção que poderia durar aproximadamente 30 minutos pelos métodos tradicionais é realizada pelo Body Scan em cerca de sete segundos. A tecnologia também faz com que aproximadamente 90% dos visitantes não precisem passar por revista íntima, reduzindo o contato físico e situações consideradas constrangedoras.
As imagens ainda podem apontar alterações que demandem uma avaliação mais detalhada, inclusive em casos de suspeita de materiais transportados no interior do corpo. Nessas situações, os procedimentos de averiguação são adotados pelas equipes responsáveis.
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