Candidata de Ilhéus defende “Bancada da Macumba” para ampliar representação no Congresso
A candidata a deputada federal Bernadete Souza (PSOL-BA), ialorixá de terreiro no Banco do Pedro, em Ilhéus, defende a criação da chamada Bancada da Macumba como uma articulação para ampliar a participação dos povos de terreiro no Congresso Nacional.
Além de Bernadete, o grupo reúne outras cinco candidaturas do PSOL: Adriano Fiúza (DF), Mãe Su de Nanã (SP), Renato Fonseca (PE), Ariane Magalhães (RJ) e Wesley Mendes (BA). A proposta também prevê a participação de aliados que apoiem as pautas, mesmo que não sejam integrantes de religiões de matriz africana.
Segundo o partido, o termo “Bancada da Macumba” foi escolhido como forma de ressignificar uma palavra historicamente utilizada de maneira pejorativa contra essas tradições.
A articulação tem entre suas principais bandeiras o combate à intolerância religiosa e a ampliação da participação dos povos de matriz africana na elaboração de leis e definição de políticas públicas.
Dados reunidos pelo Ibase apontam aumento de 366% nos registros de intolerância religiosa entre 2021 e 2025. Em 2025, foram 2.723 denúncias registradas pelo Disque 100, sendo a maioria dos casos identificados relacionados a religiões afro-brasileiras.
Bernadete também defende a aprovação da PEC 27/2024, conhecida como PEC da Reparação, que propõe incluir na Constituição medidas de promoção da igualdade racial e criar um fundo federal de reparação.
Para a candidata, a presença dos povos tradicionais de matriz africana no Legislativo é necessária para influenciar diretamente as prioridades e políticas públicas do país.
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