Defesa de médico atribui morte de empresária a reação anestésica rara
A defesa do cirurgião plástico Rossini Tebaldi Ruback afirmou que a morte da empresária Adriele da Silva Pinto, de 31 anos, durante uma cirurgia em Ilhéus, teria sido provocada por uma reação rara associada à anestesia. O advogado Erick Achy também contestou informações sobre suposto abandono da paciente e outras acusações relacionadas ao caso.
Segundo o advogado, a paciente apresentou uma alteração grave e repentina no quadro clínico durante a fase final do procedimento. A defesa afirma que a equipe de anestesiologia identificou sinais compatíveis com hipertermia maligna, condição rara e potencialmente fatal.
Ainda conforme a versão apresentada, os profissionais interromperam os agentes anestésicos, administraram dantroleno, medicamento utilizado nesses casos, e acionaram outros médicos para auxiliar no atendimento. A defesa sustenta que Adriele permaneceu sob assistência contínua até a morte.
O advogado também negou que Rossini tenha deixado o hospital após o óbito. Segundo ele, o médico permaneceu na unidade até a chegada da Polícia Militar, depois de um episódio de depredação no hospital envolvendo um familiar da empresária. A defesa afirma que imagens das câmeras de segurança foram preservadas e estão disponíveis para as autoridades.
Defesa contesta histórico de denúncias
Erick Achy também se manifestou sobre denúncias feitas anteriormente contra Rossini por pacientes que relataram complicações após procedimentos realizados pelo médico. O advogado afirmou que acusações não podem ser tratadas como comprovação de responsabilidade e destacou que o profissional continua regularmente habilitado para exercer a medicina.
O Cremeb informou que não há atualmente processo ético-profissional em andamento contra o cirurgião. O conselho também declarou que os resultados de denúncias anteriores foram comunicados às partes, sob sigilo processual.
A morte de Adriele continua sendo investigada. O Ministério Público da Bahia instaurou procedimento para apurar as circunstâncias do caso, enquanto a causa definitiva do óbito ainda depende das conclusões periciais.
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