Jerônimo reforça as polícias e aperta o cerco ao crime na Bahia
Em fevereiro de 2006, o deputado federal Colbert Martins denunciou na Câmara policiais baianos trabalhando com coletes vencidos e munição inadequada. Em Anguera, relatou, uma equipe precisara recorrer a uma ambulância emprestada para uma perseguição porque as viaturas estavam sem combustível. O episódio consta do Diário da Câmara de 23 daquele mês.
Vinte anos depois, Jerônimo Rodrigues amplia a capacidade de enfrentar o crime com armamento e tecnologia. Em fevereiro de 2026, a Polícia Civil recebeu 200 fuzis e 70 coletes balísticos para atuação na capital e no interior. Viaturas semiblindadas dão mais proteção aos agentes durante as diligências.
O gabinete de Jerônimo funciona no Centro de Operações e Inteligência (COI), no Centro Administrativo da Bahia. É dali que o governador acompanha de perto as operações, com acesso ao monitoramento das forças de segurança em tempo real.
A continuidade tem raízes na reorganização promovida por Jaques Wagner, a partir de 2007, e na integração ampliada por Rui Costa, que inaugurou o COI em 2016.
Na Bahia de hoje, drones com câmeras térmicas reforçam a vigilância aérea. O reconhecimento facial ajuda a localizar procurados pela Justiça: as capturas com auxílio dessa ferramenta cresceram 82% em 2025, na comparação com 2024. A leitura de placas e a transmissão de imagens aos centros integrados orientam o trabalho nas ruas.
Até fevereiro de 2026, a gestão havia aplicado cerca de R$ 1,2 bilhão em instalações e equipamentos. Em junho, um pacote de R$ 20 milhões incluiu veículos, plataformas móveis de observação e o Complexo da Polícia Civil de Nazaré, em Salvador, que concentra departamentos especializados em inteligência, narcotráfico, corrupção e lavagem de dinheiro.
“Eu não passo a mão na cabeça de criminoso”, afirmou Jerônimo no debate da Band, em agosto. A repressão ganhou força: em 2025, as prisões aumentaram 22,6% e as apreensões de armamentos cresceram 21% em relação ao ano anterior. A quantidade de drogas apreendidas dobrou.
A Operação Primus levou o enfrentamento ao setor de combustíveis, investigando fraudes e lavagem de dinheiro com participação da Polícia Civil, da Fazenda estadual e do Ministério Público. Iniciada em outubro de 2025, resultou em prisões, apreensão de armas e veículos e autorização judicial para bloquear e sequestrar mais de R$ 6,5 bilhões em bens.
A Zimmer, deflagrada em dezembro daquele ano, atingiu um grupo investigado por tráfico e ocultação de recursos ilícitos. Houve apreensão de fuzis, drogas e equipamentos, novas prisões em janeiro de 2026 e decisão judicial para bloquear até R$ 100 milhões em bens e valores dos investigados.
A queda da violência
Os crimes violentos letais intencionais caíram 13,1% na Bahia em 2025, comparados a 2024. Salvador registrou recuo de 22,9%, chegando ao menor patamar em 25 anos. Na Região Metropolitana, a diminuição foi de 21,2%; no interior, de 8,9%.
As mortes violentas intencionais, indicador que inclui os óbitos decorrentes de intervenções policiais, recuaram aproximadamente 17,9% entre 2022 e 2025. Já no primeiro semestre de 2026, os homicídios, latrocínios e lesões corporais seguidas de morte tiveram queda de 20,5% diante do mesmo período de 2025.
A prevenção também integra a política de segurança de Jerônimo. Criado em 2024, o Bahia pela Paz leva, por meio dos Coletivos, educação, saúde, cultura, esporte e oportunidades de trabalho a jovens e famílias em comunidades vulneráveis. O governador combina força policial, investigação financeira e prevenção para reduzir a violência e proteger a população.

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