TST deve julgar greve dos funcionários da Caixa na terça-feira

TST deve julgar greve dos funcionários da Caixa na terça-feira

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) deve analisar na próxima terça-feira (29), às 14h30, o dissídio coletivo envolvendo os empregados da Caixa Econômica Federal. A categoria está em greve desde 10 de setembro.

A data foi anunciada nesta quinta-feira (24) pelo presidente do TST, ministro Luiz Philippe Vieira de Mello Filho. O processo ficará sob relatoria do ministro Maurício Godinho Delgado e tramita em segredo de Justiça.

A Caixa recorreu ao tribunal depois que uma tentativa de conciliação conduzida pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) terminou sem acordo na quarta-feira (23). Segundo o banco, a judicialização busca uma solução para o impasse e maior segurança jurídica para as partes.

Plano de saúde está no centro da disputa

Entre os principais pontos de divergência está o custeio do Saúde Caixa. Na proposta apresentada pela instituição, a participação do banco nas despesas do plano subiria de 6,5% para 9% da folha de pagamento a partir de 2027.

A proposta prevê ainda que não haja reajuste nas mensalidades em 2026 e que a Caixa assuma o déficit do plano neste ano. A partir de 2027, o titular passaria a contribuir com 3,7% da remuneração-base, enquanto a mensalidade de dependentes diretos seria de R$ 560.

Para dependentes indiretos, os valores previstos seriam de R$ 660 para filhos entre 21 e 24 anos e R$ 900 para filhos de 24 a 27 anos e pais ou mães remanescentes. O limite de contribuição do grupo familiar também seria ampliado para 9%.

Outra alteração apresentada pelo banco envolve a coparticipação. A cobrança por consultas em pronto atendimento cairia de R$ 150 para R$ 120, enquanto a isenção para atendimentos por telemedicina seria mantida.

A Caixa também propôs aplicar aos empregados o reajuste de 4,6% já concedido à categoria bancária, índice que ficou 0,6 ponto percentual acima da inflação do período.

Os trabalhadores, porém, consideram que os custos adicionais do plano de saúde podem consumir o ganho real proporcionado pelo reajuste salarial.

Como funciona atualmente

Pelas regras atuais apresentadas pelos empregados, o titular contribui com 3,5% da remuneração-base para o plano. Cada dependente direto paga R$ 480 mensais, e a soma das contribuições do titular e desses dependentes não pode ultrapassar 7% da remuneração-base.

A cobrança por consulta em pronto atendimento é de R$ 75.

Os funcionários reconhecem que houve mudanças entre as propostas apresentadas pela Caixa, mas avaliam que os custos previstos para o novo modelo ainda representariam um impacto significativo para as famílias. Por esse motivo, a proposta foi rejeitada em assembleias.

Clientes podem usar canais digitais durante a greve

Mesmo com as agências afetadas pela paralisação, a Caixa mantém os principais canais digitais e terminais de autoatendimento disponíveis para os clientes.

Entre as alternativas estão:

  • Caixas eletrônicos;
  • Aplicativo e site da Caixa;
  • Caixa Tem;
  • WhatsApp Caixa, pelo número 0800-104-0104;
  • Aplicativo Cartões Caixa;
  • Aplicativo Habitação Caixa;
  • Aplicativo FGTS;
  • Lotéricas;
  • Correspondentes Caixa Aqui;
  • Rede Banco24Horas;
  • Alô Caixa, pelos números 4004-0104, para capitais e regiões metropolitanas, e 0800-104-0104, para as demais localidades.

A instituição afirma que manteve negociações com os empregados e seus representantes durante o processo, mas não conseguiu chegar a um consenso.

Agora, a definição sobre o dissídio coletivo ficará nas mãos do TST, que deverá analisar o caso na sessão marcada para terça-feira.

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