Tema da cassação de Valderico aparece em discursos após eleição da Mesa Diretora
A possibilidade de cassação do prefeito Valderico Júnior apareceu em mais de um pronunciamento durante a sessão que reconduziu César Porto à presidência da Câmara de Ilhéus para o biênio 2027/2028. A eleição terminou em chapa única e com os votos dos 21 vereadores.
O assunto ganhou maior repercussão após Márcio Bodão revelar que, durante as articulações anteriores à eleição, Valderico teria manifestado pessoalmente receio de ser cassado pelo Legislativo depois da definição da nova Mesa.
De acordo com Bodão, ele procurou tranquilizar o prefeito, afirmando não acreditar que a maioria dos vereadores participaria de uma iniciativa desse tipo.
Mais tarde, o tema voltou ao plenário durante o pronunciamento do vereador Aldemir Almeida. Sem afirmar que existia um movimento formal contra Valderico, Aldemir criticou a ideia de tratar cassações de vereadores ou prefeitos como consequência natural de divergências políticas.
“Você tem que ter um motivo justo, muito robusto, para você cassar uma pessoa, cassar um mandato. Isso não é uma brincadeira”, declarou.
As manifestações ocorreram em meio a discursos que defenderam pacificação, autonomia do Legislativo e uma relação institucional mais próxima entre Câmara e Prefeitura.
Até o momento, os pronunciamentos apresentados na sessão não demonstraram a existência de um pedido formal ou de uma articulação consolidada para cassar Valderico. O que ficou evidente é que a possibilidade fazia parte das preocupações e conversas políticas que cercaram a eleição da Mesa.
O assunto também ajuda a entender a dimensão da tensão anterior à construção da chapa única. Ao final, vereadores de diferentes posições políticas passaram a defender publicamente estabilidade institucional e diálogo entre os Poderes.

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