Casas Bahia consegue autorização para renegociar R$ 17,3 bilhões em dívidas

Casas Bahia consegue autorização para renegociar R$ 17,3 bilhões em dívidas

O Grupo Casas Bahia recebeu autorização da Justiça de São Paulo para iniciar um processo de recuperação judicial que envolve a companhia e outras nove empresas ligadas ao grupo. A decisão foi assinada na quarta-feira (21) pela juíza Tainá Maria Leonardo de Oliveira, da 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais da capital paulista.

A medida busca permitir a renegociação de aproximadamente R$ 17,3 bilhões em dívidas, com o objetivo de reorganizar as finanças e preservar as operações da empresa.

Apesar de autorizar o início do procedimento, a magistrada determinou que as companhias complementem documentos pendentes em até 30 dias. Entre as exigências estão informações sobre o fluxo de caixa de 2023 de quatro empresas, projeções financeiras individuais e a atualização da lista de credores. O descumprimento das determinações pode levar à revogação da autorização.

Segundo a decisão, as pendências identificadas podem ser corrigidas ao longo do processo. Também foi mantida a suspensão temporária de determinadas cobranças judiciais contra as empresas, medida que oferece espaço para a organização financeira durante a negociação com os credores.

Credores poderão contestar valores

A AJ Ruiz Consultoria Empresarial S/A foi nomeada administradora judicial. Caberá à empresa acompanhar as atividades do grupo e fiscalizar o cumprimento das obrigações previstas durante a recuperação.

Após a publicação do edital, os credores terão 15 dias para apresentar valores que não constem na relação divulgada ou contestar os montantes informados. As manifestações deverão ser encaminhadas à administradora judicial.

A autorização concedida pela Justiça não representa a aprovação definitiva de um plano de recuperação. A proposta de reestruturação ainda precisará ser apresentada e submetida às etapas previstas na legislação, incluindo a participação dos credores.

A recuperação judicial permite que empresas em dificuldades financeiras negociem seus débitos sob supervisão judicial, mantendo suas atividades enquanto buscam condições para reorganizar as contas e evitar a falência.

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