PF pede ao STF investigação sobre suspeita de tráfico de mulheres em festas de Vorcaro

PF pede ao STF investigação sobre suspeita de tráfico de mulheres em festas de Vorcaro

A Polícia Federal (PF) solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) autorização para investigar suspeitas de tráfico de mulheres para fins de exploração sexual e favorecimento à prostituição em festas associadas ao empresário Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. O pedido foi encaminhado ao presidente da Corte, ministro Edson Fachin, na semana passada, e veio a público nesta quinta-feira (22).

A solicitação tem como base mensagens encontradas pelos investigadores no celular de Vorcaro, que indicariam sua possível participação na administração e no financiamento de uma rede internacional de prostituição, com recrutamento de mulheres estrangeiras para eventos privados.

Segundo reportagens que tiveram acesso a informações da investigação, a estrutura teria começado a operar em 2023 e movimentado pelo menos R$ 4,3 milhões. O esquema supostamente envolvia intermediários, recrutamento de mulheres de diferentes nacionalidades e uma casa noturna em São Paulo.

As apurações também buscam esclarecer se mulheres eram recrutadas e transportadas para participar de festas frequentadas por autoridades, empresários e pessoas próximas ao banqueiro, além de verificar se houve exploração sexual ou tráfico de pessoas. As mulheres são tratadas como possíveis vítimas da investigação.

Defesa nega irregularidades

Em manifestação divulgada no dia 13 de outubro, Vorcaro negou ter explorado ou desrespeitado mulheres e contestou as informações divulgadas sobre seu suposto envolvimento na rede. A defesa também classificou a investigação como absurda e baseada em sensacionalismo, afirmando que não haveria elementos que justificassem a apuração.

O pedido foi encaminhado a Edson Fachin porque o ministro determinou que procedimentos relacionados aos casos Banco Master e INSS fossem enviados ao seu gabinete em meio à crise envolvendo o Supremo. André Mendonça, no entanto, permanece como relator dos casos.

Caso a investigação específica seja autorizada, a Polícia Federal pretende identificar e ouvir mulheres que participaram dos eventos, inclusive estrangeiras, além de aprofundar a análise das mensagens e das movimentações financeiras relacionadas à suposta rede.

A apuração ainda busca esclarecer as circunstâncias dos fatos e a eventual ocorrência de crimes. Até o momento, as suspeitas não equivalem a uma condenação.

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