Ticomia resiste como a única grande festa privada do São João da Bahia e mantém viva a tradição

Ticomia resiste como a única grande festa privada do São João da Bahia e mantém viva a tradição

Num cenário de dificuldades no setor de eventos pós-pandemia, a grande maioria das festas privadas de São João da Bahia, deixaram de acontecer. Porém, o Forró Ticomia, que acontece na cidade de Ibicuí, ainda mantém viva a tradição e mais uma vez promete fazer história.

Com 38 anos de história, o Forró Ticomia é considerada por muitos a melhor festa de São João da Bahia e uma das melhores do Brasil, mantendo, em sua essência, a conservação e o respeito à cultura e às tradições juninas. Esse ano, o Ticomia será realizado no dia 21 de junho, na Fazenda Eldorado, na cidade de Ibicuí-BA, o mesmo local desde a sua primeira edição.

Com o objetivo de preservar os costumes e ritmos da maior celebração do Nordeste, a festa tem no autêntico forró o seu maior combustível. Por isso, a edição 2025 do Ticomia reunirá grandes atrações do cenário nacional: Dorgival Dantas, Iguinho e Lulinha, Calcinha Preta, Mastruz com Leite, Vitor Fernandes, Saia Rodada e Lordão. A organização é da Dourado Produções, sob a administração do jovem Raul Dourado, que é responsável por dar continuidade ao sonho do pai, fundador do evento, e ele fala sobre a responsabilidade que carrega ao resistir no cenário incerto de eventos na Bahia: “Manter viva uma tradição nos tempos de hoje, pode ser considerado um ato de resistência. O segredo do sucesso é manter viva a essência da cultura nordestina, a qualidade dos serviços e assim promover aos nossos clientes uma experiência única e inesquecível!”, afirma Raul.

Raul Dourado ainda explica que o grande desafio é inovar, se reinventar, aliando a essência e cultura a conceitos modernos que garantem um evento completo para os amantes do forró: “Buscamos investir numa cenografia moderna, com muita iluminação, sonorização, áreas de experiência, ambientes confortáveis, bom atendimento, comidas e bebidas de qualidade, sem perder o clima junino que as pessoas amam. ”Em um contexto de grandes dificuldades na área de eventos, o Ticomia se mantém, praticamente, como a única festa privada de São João na Bahia, e o produtor Raul Dourado, fala um pouco sobre os motivos que levaram a isso: “Nos últimos anos, houveram grandes investimentos nos eventos em praça pública, onde temos as maiores atrações do país se apresentando.

Num contexto econômico não muito favorável, isso fez com que as pessoas optassem em não pagar pelo valor do ingresso de uma festa privada, para curtir esses grandes shows de forma gratuita. Além disso, o custo para a realização dos eventos privados aumentou muito, o que os torna inviáveis financeiramente”. Ele ainda completa explicando porque o Ticomia ainda consegue se manter vivo nesse cenário: “Nosso foco é na experiência, na tradição e na qualidade dos serviços. É muito difícil termos nos dias de hoje eventos de São João que respeitam a cultura, e essa sempre foi a nossa missão, tendo o forró como combustível, para levar alegria e diversão a todo público. Dessa forma criamos um diferencial e conseguimos fidelizar e atrair um grande número de pessoas, amantes do evento”, afirma Raul Dourado.

Considerado um dos diferenciais do Forró Ticomia, o mega serviço all inclusive coloca à disposição do público comidas dos mais variados tipos, como: tapioca, pamonha, amendoim, milho cozido, crepe, tapioca recheada, churrasquinho, acarajé, abará, porco no rolete,costela bovina no rolete, queijo coalho, doces, entre outras. O evento ainda oferece uma grande variedade de bebidas, como: sorvete de cachaça, cerveja, licor, água, refrigerante, cachaça, coquetel de frutas, caldo de cana, água de côco e muitas outras.

Ao reunir tantos atrativos e manter a tradição, a cultura e o legado do verdadeiro São João mesmo em tempos de esquecimento, o Ticomia conecta milhares de corações nordestinos movidos pelo forró. Para quem já colocou na agenda o dia 21 de junho, a expectativa é como a letra da música “Anunciação” do ilustre Alceu Valença: “Tu vens, tu vens, eu já escuto os teus sinais”

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