Bahia se consolida como referência nacional em produção e qualidade de queijos
Celebrado nesta terça-feira (20), o Dia Mundial do Queijo reforça o protagonismo da Bahia no cenário nacional da produção queijeira. Um dos alimentos mais consumidos no mundo, o queijo tem no estado baiano uma trajetória histórica e, cada vez mais, reconhecimento por sua qualidade, diversidade e inovação, com premiações que extrapolam o Brasil.
A tradição da produção de queijos na Bahia remonta ao século XVI, com influência europeia trazida pelos colonizadores. Hoje, esse legado se alia à força produtiva do estado: em 2024, a Bahia alcançou a marca de 1,3 bilhão de litros de leite produzidos, fator decisivo para a variedade e a escala da produção. A diversidade de biomas — Mata Atlântica, Caatinga e Cerrado — também contribui para a identidade dos queijos baianos.
No território estadual, são produzidos desde queijos tradicionais, como coalho, requeijão, queijo de cabra e muçarela de búfala, até criações contemporâneas que incorporam ingredientes regionais, como umbu, araçá e licuri, agregando valor gastronômico e identidade cultural.
De acordo com Paulo Emílio Torres, assessor técnico da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura da Bahia (Seagri), a cadeia do leite tem papel estratégico na economia estadual. A Bahia conta atualmente com 185 agroindústrias de beneficiamento de leite e derivados, o maior número entre os segmentos agroindustriais do estado, superando setores como mel, carne, ovos e pescado.
Segundo Torres, esse cenário evidencia não apenas a capilaridade da atividade leiteira, mas também a importância da agroindustrialização formal do queijo como ferramenta de geração de renda, agregação de valor e fortalecimento das economias locais. Ele ressalta ainda que a maioria das unidades opera sob inspeção sanitária, principalmente pelo Serviço de Inspeção Estadual (SIE), garantindo qualidade e segurança alimentar.
Paralelamente à agroindústria, a produção artesanal de queijos vem ganhando espaço e reconhecimento. Para o gestor, trata-se de uma atividade com caráter inclusivo, que valoriza a pequena produção regional, preserva saberes tradicionais e fortalece a identidade territorial dos queijos baianos.
O avanço técnico, aliado ao respeito às tradições e à criatividade gastronômica, tem colocado a Bahia em posição de destaque no Brasil, consolidando o estado como um importante polo produtor de queijos, tanto no mercado interno quanto no reconhecimento nacional.
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