Cachês milionários no São João reacendem debate sobre gastos públicos na Bahia

Cachês milionários no São João reacendem debate sobre gastos públicos na Bahia

Os altos valores pagos a artistas durante o período junino voltaram a gerar discussão na Bahia. O tema ganhou força após declarações da promotora do Ministério Público da Bahia, Rita Tourinho, sobre os cachês contratados por prefeituras para grandes festas no interior do estado.

Entre os nomes mais citados no debate está o de Wesley Safadão, um dos principais artistas do São João nordestino. Em 2025, o cantor teria recebido cerca de R$ 1,1 milhão por apresentações em cidades baianas como Serrinha, Jequié, Cruz das Almas, Bom Jesus da Lapa e Oliveira dos Brejinhos.

Para 2026, o valor subiu ainda mais. De acordo com informações divulgadas pela imprensa, o novo cachê do artista chega a R$ 1,5 milhão por um show de 90 minutos no São João de Caruaru, em Pernambuco, uma das festas juninas mais tradicionais do país.

Na Bahia, Safadão deve se apresentar em apenas uma cidade durante o período junino deste ano: Irecê. O município promete uma das programações mais movimentadas do São João baiano.

O aumento nos cachês de artistas nacionais tem provocado questionamentos sobre a prioridade no uso de recursos públicos. Enquanto parte do setor defende que esses eventos movimentam a economia local, com impacto direto em hotéis, bares, restaurantes e comércio, outros setores cobram mais transparência e critérios mais rígidos na contratação.

A discussão também envolve a fiscalização dos contratos firmados pelas prefeituras e o equilíbrio entre investimento em cultura e atendimento de demandas mais urgentes da população.

Com a chegada do São João, o tema deve seguir em pauta, especialmente diante da divulgação dos valores pagos às grandes atrações que circulam pelas festas da Bahia e de outros estados do Nordeste.

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