Hospital Ortopédico do Estado da Bahia passa a adotar cuidado diferenciado para pacientes com dor
O Hospital Ortopédico do Estado da Bahia (HOEB), unidade 100% SUS, passou a adotar um modelo assistencial diferenciado voltado ao cuidado da dor crônica, fortalecendo a qualidade do atendimento oferecido à população. A iniciativa conta com o apoio do Hospital Israelita Albert Einstein, responsável pela gestão da unidade, e prioriza a avaliação e o controle da dor desde o primeiro contato do paciente com o hospital.
A proposta representa um avanço no atendimento ortopédico dentro do Sistema Único de Saúde, ao incorporar conceitos atuais da Medicina da Dor à rotina hospitalar. Já na porta de entrada, pacientes que chegam com dor intensa — especialmente aqueles que não respondem bem aos tratamentos convencionais — passam por uma avaliação detalhada, que considera intensidade, tipo e impacto funcional da dor, utilizando escalas específicas.
Com base nessa análise inicial, a equipe define estratégias individualizadas para aliviar o sofrimento de forma precoce, segura e eficaz, mesmo antes do início do tratamento ortopédico definitivo. Entre as abordagens adotadas estão medidas clínicas e procedimentos como infiltrações articulares, que possibilitam alívio mais rápido, reduzem a dependência de analgésicos por longos períodos e minimizam efeitos colaterais.
Dor além do sintoma físico
O cuidado diferenciado envolve médicos ortopedistas com formação em Clínica da Dor, ampliando o olhar sobre o paciente para além da lesão. A proposta é considerar também os impactos emocionais, funcionais e sociais provocados pela dor persistente.
Segundo Roger Monteiro, diretor do HOEB, a iniciativa reforça um atendimento mais resolutivo e humanizado. “A dor é uma das maiores causas de sofrimento humano, afetando não só o corpo, mas também a saúde mental, a autonomia e a qualidade de vida. Quando estruturamos esse cuidado desde a chegada do paciente, conseguimos respostas mais eficazes para os usuários do SUS”, destacou.
O novo modelo beneficia tanto pacientes com dores agudas, como as do pós-operatório, quanto aqueles que convivem com dores crônicas, a exemplo de problemas em joelho, ombro e coluna. Essas condições estão entre as principais causas de afastamento do trabalho e de busca por serviços de saúde no Brasil, segundo dados oficiais do Ministério da Previdência Social e do INSS.
Cuidado integral e reabilitação mais eficaz
A adoção desse protocolo no HOEB também marca uma mudança de paradigma na ortopedia. Nem sempre a dor está diretamente relacionada à gravidade da lesão observada em exames de imagem. Em muitos casos, mesmo após a cicatrização, o paciente mantém dor, limitação funcional e receio de se movimentar.
Ao reconhecer a dor como uma condição complexa, influenciada por fatores biológicos, emocionais e sociais, o hospital amplia a efetividade do tratamento. O manejo adequado desde o início favorece a adesão à fisioterapia, acelera a reabilitação e, em determinadas situações, pode até reduzir a necessidade de cirurgias, promovendo mais qualidade de vida aos pacientes atendidos pelo SUS.
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