Influenciadoras são presas em Salvador durante operação contra comércio ilegal de canetas emagrecedoras

Influenciadoras são presas em Salvador durante operação contra comércio ilegal de canetas emagrecedoras

Uma operação conjunta das polícias Civil e Militar resultou na prisão de seis pessoas suspeitas de envolvimento em roubos, receptação e venda ilegal de canetas emagrecedoras em Salvador. As ações ocorreram nesta quarta-feira (14) e integram a segunda fase da Operação Mirakel, que investiga um esquema criminoso ligado ao furto de medicamentos em farmácias da capital.

Entre as presas estão as influenciadoras digitais Laís Santiago e Claudiana Rocha. Laís soma mais de 100 mil seguidores nas redes sociais, enquanto Claudiana possui pouco mais de 7 mil.

Segundo a Polícia Civil da Bahia, as investigadas compravam e revendiam produtos roubados de farmácias. Uma das prisões foi realizada no Complexo do Nordeste de Amaralina. Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam equipamentos eletrônicos e materiais usados para armazenamento de drogas.

Esquema teria causado prejuízo milionário

De acordo com a delegada Mariana Ouais, titular da 14ª Delegacia Territorial/Barra, a primeira fase da Operação Mirakel, deflagrada em junho do ano passado, resultou na identificação de nove envolvidos, incluindo quatro adolescentes aliciados para cometer os crimes. Na ocasião, dois suspeitos apontados como líderes do esquema foram presos em Simões Filho, na Região Metropolitana.

As investigações indicam que o grupo teria atuado em 23 farmácias localizadas em bairros como Itapuã, Costa Azul, Armação, Pituba, Ondina, Barra, Graça, Cabula e Horto Florestal. O prejuízo estimado com as ações criminosas chega a R$ 2 milhões.

Investigações avançaram com análise financeira e inteligência

A Polícia Civil informou que a segunda fase da operação é resultado do aprofundamento das investigações, com base em relatórios de inteligência, análise de dados, cruzamento de imagens e rastreamento da movimentação financeira do grupo. O trabalho permitiu mapear o funcionamento do mercado ilegal de medicamentos e a atuação coordenada dos envolvidos.

Conforme a apuração, Claudiana Rocha é investigada por encomendar os roubos, supostamente utilizando adolescentes para a execução dos crimes. Já Laís Santiago é suspeita de receptação. Ambas tinham mandados de prisão em aberto e eram consideradas foragidas da Justiça.

Defesa se manifesta

Após a prisão, a defesa de Claudiana Rocha afirmou que a detenção é “injusta e desnecessária” e que a investigada nega participação no esquema, dizendo que irá comprovar sua inocência. A descrição do perfil profissional de Claudiana nas redes sociais foi removida após a prisão.

Durante as investigações, diversos adolescentes foram apreendidos e respondem por ato infracional análogo ao crime de roubo. Segundo a polícia, os depoimentos desses jovens foram decisivos para identificar a participação de Claudiana no esquema.

Outras notícias sobre segurança pública e operações policiais você acompanha no Ilhéus Eventos. Acesse www.ilheuseventos.com.br e siga a gente no Instagram @ilheuseventos.

No Comments

Sorry, the comment form is closed at this time.