Polícia Civil prende suspeito de aplicar “golpe do amor” e caso lembra série da Netflix

Polícia Civil prende suspeito de aplicar “golpe do amor” e caso lembra série da Netflix

A Polícia Civil da Bahia deflagrou, na manhã desta terça-feira, a Operação Fake Love, que resultou na prisão preventiva de um homem investigado por aplicar golpes financeiros contra mulheres em diferentes estados do país. A ação foi conduzida pela Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos de Feira de Santana (1ª Coorpin), vinculada ao Departamento Especializado de Investigações Criminais (DEIC).

Segundo as investigações, o suspeito se aproximava das vítimas criando relacionamentos afetivos falsos, estratégia conhecida como “golpe do amor”. Após conquistar a confiança, ele induzia as mulheres a realizarem transferências bancárias e outras operações financeiras. Além do estelionato, o homem é investigado por furto mediante fraude, uso de documentos falsos, invasão de dispositivos eletrônicos e crimes correlatos.

Em um dos casos apurados, o investigado mantinha um “grupo de orações” no WhatsApp, no qual se apresentava como pastor evangélico. Por meio de mensagens diárias com conteúdo religioso, ele ganhava credibilidade junto às vítimas, iniciava relações afetivas simuladas e, posteriormente, aplicava os golpes financeiros.

O modo de atuação chamou a atenção por lembrar o famoso caso retratado no documentário “O Golpista do Tinder”, da Netflix, em que o criminoso usava vínculos emocionais e histórias bem elaboradas para enganar mulheres e obter grandes quantias em dinheiro. Assim como na série, o investigado preso na Bahia utilizava manipulação emocional, falsa identidade e narrativas convincentes para manter as vítimas envolvidas.

De acordo com a Polícia Civil, o suspeito possui um extenso histórico criminal e responde a inquéritos e ações penais em diversos estados, como Bahia, Sergipe, Pernambuco, Mato Grosso do Sul, Paraná e Goiás. Somente em Feira de Santana e Salvador, há registros de ocorrências em várias delegacias, incluindo unidades especializadas no atendimento à mulher.

A Justiça considerou a prisão necessária para garantir a ordem pública, diante da reincidência dos crimes e do alcance interestadual das fraudes.

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