PIB desacelera e fecha 2025 com menor alta pós-pandemia
A economia brasileira encerrou 2025 com crescimento de 2,3%, segundo dados divulgados nesta terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado confirma a perda de ritmo da atividade econômica e marca o desempenho mais fraco desde a retomada após a pandemia.
O percentual veio exatamente dentro das previsões do mercado financeiro, conforme estimativas reunidas pela Bloomberg. Em 2024, o avanço havia sido mais robusto, de 3,4%.
Fôlego menor no segundo semestre
Depois de quatro anos de crescimento acima das expectativas, a economia mostrou sinais claros de desaceleração ao longo de 2025. No último trimestre, o PIB praticamente ficou estável, com variação de apenas 0,1% em relação aos três meses anteriores.
A combinação de juros elevados e redução no ritmo dos investimentos afetou diretamente o consumo e a produção. A taxa básica chegou a 15% em 2024, e o impacto mais forte dessa política monetária apareceu justamente ao longo de 2025, reduzindo o dinamismo da economia.
Agro salvou o ano
Se o crescimento não foi ainda menor, isso se deve principalmente ao desempenho da agropecuária. O setor registrou alta expressiva de 11,7%, impulsionado por safras recordes de soja (alta de 14,6%) e milho (crescimento de 23,6%), especialmente no primeiro semestre.
Mesmo representando apenas 6,7% do PIB, o agro foi responsável por cerca de um terço de toda a expansão econômica do ano. Sem esse desempenho, o crescimento total poderia ter ficado próximo de 1,6%.
No entanto, a força do campo perdeu intensidade no fim do ano, acompanhando o esfriamento geral da atividade.
Indústria cresce, mas perde força no fim
A indústria avançou 1,4% em 2025, com destaque para a extração de petróleo e gás, além da ampliação das exportações dessas commodities. A indústria extrativa, sozinha, cresceu 8,6% e respondeu por 15,5% da alta do PIB.
Somando agropecuária e indústria extrativa, quase metade do crescimento econômico do ano esteve ligada ao setor de commodities.
Mesmo diante das incertezas no comércio internacional — incluindo medidas tarifárias adotadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump — as exportações brasileiras avançaram 6,2%. O redirecionamento para outros mercados ajudou a reduzir impactos mais severos.
Por outro lado, no último trimestre, a indústria registrou queda de 0,7%, o pior resultado para o período desde 2021, reforçando o cenário de desaceleração.
Crescimento menor e desafios pela frente
O dado de 2025 mostra uma economia ainda em expansão, mas com ritmo mais moderado e cada vez mais dependente de setores específicos. Juros altos, menor impulso do agro e perda de força da indústria indicam um cenário que exige atenção nos próximos meses.
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