Governo descarta retorno do horário de verão em 2025

Governo descarta retorno do horário de verão em 2025

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou que o governo federal está “completamente seguro” de que o país não precisará retomar o horário de verão neste ano. Segundo ele, o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico se reúne mensalmente para avaliar a segurança energética e a modicidade tarifária. “Graças ao planejamento e ao índice pluvial dos últimos anos, estamos em condição de segurança energética completa e absoluta para este ano”, disse o ministro.

Armazenar vento

Silveira destacou que o Brasil tem grande potencial para geração de energia renovável, mas lembrou que essas fontes são intermitentes. Por isso, o governo aposta no armazenamento por baterias. “Estamos com uma expectativa muito grande de lançar, ainda neste ano, nosso leilão de bateria. A gente vai literalmente armazenar vento. O vento vai ser armazenado através das baterias”, afirmou. Segundo ele, o mesmo vale para a energia solar: “Através da bateria, vamos ter o sol até 22 horas armazenado”.

Sistema robusto

O ministro citou apagões recentes em Portugal e Espanha para mostrar que a instabilidade causada por energias intermitentes é um desafio global. “É um grande problema e não é um problema nacional, é um problema no mundo inteiro”, observou. Ele ressaltou, no entanto, que o sistema energético brasileiro é “muito robusto” e tem “planejamento muito bem feito”. Por isso, o governo descarta a adoção do horário de verão em 2025. “O que não pode é faltar energia para o povo brasileiro”, concluiu.

Compromisso de Belém

O Brasil lançou, durante a Pré-COP em Brasília, o “Compromisso de Belém pelos Combustíveis Sustentáveis”, ou “Belém 4x”, que busca quadruplicar a produção e o uso de combustíveis sustentáveis até 2035. A proposta está sendo negociada com países como Índia, Itália e Japão e deve ser endossada na Cúpula do Clima, em novembro, em Belém.

Transição energética

A meta de quadruplicar os combustíveis sustentáveis baseia-se em relatório da Agência Internacional de Energia, que indica alternativas como hidrogênio, biocombustíveis e biogases. A medida complementa compromissos assumidos na COP28, que preveem triplicar a capacidade de energia renovável e duplicar a eficiência energética até 2030.

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