Ilhéus aparece em 14ª em lista das 50 cidades mais violentas do Brasil, Itabuna não aparece

Ilhéus aparece em 14ª em lista das 50 cidades mais violentas do Brasil, Itabuna não aparece

Ilhéus aparece em 14ª posição na lista das 50 cidades mais violentas do Brasil, de acordo com os dados divulgados pelo Anuário do Fórum Brasileiro de Segurança Pública nesta quinta-feira (20). A lista considera os municípios com população acima de 100 mil habitantes e tem como base as taxas de mortes violentas intencionais (MVIs) divulgadas pelas secretarias de segurança pública de cada estado no ano de 2022.

A Bahia lidera a lista com quatro municípios entre os mais violentos do país: Jequié, Santo Antônio de Jesus, Simões Filho e Camaçari. Itabuna não aparece.

As mortes violentas intencionais consideram crimes como homicídio doloso, latrocínio, lesão corporal seguida de morte e feminicídio. No total, o Brasil registrou uma queda de 2,4% nas mortes violentas intencionais em 2022, com 47,5 mil casos, em comparação com os 48,4 mil registrados em 2021.

Os dados do anuário também mostram que os crimes de homicídio doloso apresentaram uma diminuição de 1,7%, e os casos de latrocínio tiveram uma queda de 15,3% de 2021 para 2022. No entanto, as lesões corporais seguidas de morte tiveram um aumento de 18%, e os assassinatos de policiais cresceram 30% no mesmo período.

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, publicou em suas redes sociais um plano de ações do governo para lidar com o aumento de crimes violentos, incluindo estupro, estelionato e racismo. Ele mencionou a implementação de um “plano específico para a Amazônia” e o controle de armas como medidas para combater a alta da violência.

É importante destacar que as estatísticas também incluem dados sobre a atuação policial, como letalidade e mortalidade, ou seja, casos em que as polícias matam e também quando agentes de segurança pública são mortos. No ano de 2022, as polícias do Brasil mataram um total de 6.430 pessoas durante o serviço ou em horário de folga, o que representa uma média de 17 vítimas de policiais por dia. Essa estatística se manteve estável em comparação com o ano anterior, com uma redução de 1,4% em 12 meses.

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