Oito anos depois da onda antipolítica, senadores eleitos em 2018 enfrentam dificuldades para se reeleger
A eleição para o Senado em 2026 deve marcar uma das maiores renovações da Casa desde 2018, quando a onda antipolítica levou à escolha de 46 novos senadores em um total de 54 vagas em disputa.
Segundo levantamento citado pela Folha, dos 54 senadores com mandato até 2027, 18 já anunciaram que não irão tentar a reeleição, três ainda não definiram o futuro político e 33 devem disputar novamente o cargo, parte deles enfrentando cenários adversos nos seus estados.
A disputa deste ano terá peso estratégico, já que o Senado será renovado em dois terços, com duas vagas por unidade da federação. O cenário ocorre em meio a tensões entre Executivo, Congresso e Supremo Tribunal Federal (STF), o que amplia a importância da composição da Casa.
No campo político, aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva já se movimentam para fortalecer suas bases. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) atua para ampliar a presença conservadora no Senado, enquanto Lula aposta em alianças regionais para conter o avanço da oposição.
A eleição também ocorre em um ambiente mais estruturado do que o de 2018, com maior influência de partidos, financiamento e articulação de lideranças regionais. Especialistas apontam que o perfil institucional do Senado favorece candidatos com base política consolidada.
Entre os nomes que deixam a disputa pela reeleição estão senadores como Jorge Kajuru (PSB-GO), Oriovisto Guimarães (PSDB-PR) e Mara Gabrilli (PSD-SP). Outros tentam novos caminhos políticos, incluindo candidaturas a governos estaduais ou ao Executivo nacional.
A movimentação reforça a expectativa de uma disputa mais competitiva e com maior protagonismo das máquinas partidárias, em contraste com o cenário de forte renovação observado oito anos atrás.

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