Vorcaro pagou degustação deR$ 3 milhões de whisky a Moraes, Toffoli e Gonet
Um encontro realizado em Londres, em abril de 2024, durante um fórum jurídico internacional, voltou a ganhar repercussão após a divulgação de documentos que apontam que o empresário Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master, custeou uma degustação exclusiva de whisky escocês que custou cerca de R$ 3,2 milhões.
O evento ocorreu em um clube privado da capital britânica e reuniu autoridades brasileiras dos três Poderes, entre elas ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), integrantes do Ministério Público e da Polícia Federal.
Entre os participantes citados nas apurações estão os ministros do STF Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, o procurador-geral da República Paulo Gonet, o diretor-geral da Polícia Federal Andrei Rodrigues, além de outras autoridades e empresários presentes em atividades ligadas ao fórum jurídico realizado na cidade.
Evento ocorreu durante fórum jurídico internacional
A degustação aconteceu paralelamente ao 1º Fórum Jurídico Brasil de Ideias, realizado entre 23 e 27 de abril de 2024 na capital britânica. O encontro reuniu representantes do Judiciário, do Executivo, do Legislativo e do setor empresarial brasileiro para debates sobre temas jurídicos e institucionais.
Documentos relacionados ao evento indicam que o serviço contratado incluiu degustação do whisky escocês Macallan, serviços gastronômicos e estrutura de hospitalidade para convidados. O custo registrado foi de US$ 640.831,88, valor que correspondia a pouco mais de R$ 3 milhões na cotação da época.
Informações surgiram em investigação
Registros sobre os custos do evento apareceram em e-mails e relatórios encontrados no celular de Vorcaro, apreendido em investigações conduzidas pela Polícia Federal e posteriormente enviados à CPMI do INSS.
O encontro também teria sido mencionado em discussões internas do STF relacionadas a investigações envolvendo o banco ligado ao empresário.
Repercussão política
A revelação do evento gerou críticas de parlamentares da oposição, que questionaram a proximidade entre autoridades públicas e o empresário responsável pelo financiamento da confraternização.
Apesar da repercussão, não há registro de investigação ou acusação formal contra as autoridades que participaram do encontro, e as apurações buscam esclarecer o contexto e os detalhes da relação entre os participantes e o empresário.
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