A ditadura (já não tão disfarçada) que o Brasil experimenta

A ditadura (já não tão disfarçada) que o Brasil experimenta

Censura, perseguição, prisões preventivas, medidas desproporcionais, uso político das instituições, protagonismo de um poder que deveria ser moderador.
Essa é a realidade que o Brasil experimenta — uma democracia que se fragiliza a cada decisão unilateral e que, aos poucos, vai deixando de ser democracia.

Não se trata mais de exagero. O que era alerta virou rotina. O que parecia distorção virou regra.

Nos últimos anos, vimos:

Canais de comunicação censurados.
Parlamentares eleitos sendo calados.
Cidadãos proibidos de opinar nas redes sociais.
Um Supremo Tribunal Federal que legisla, investiga, julga e pune.
Um Congresso omisso, acuado e submisso.
Uma imprensa seletiva, que silencia diante dos abusos — desde que os alvos estejam do “lado errado”.

E agora, a tornozeleira eletrônica imposta a um ex-presidente da República, em meio a uma série de medidas restritivas que beiram o delírio jurídico.
Não se trata de proteger a Constituição. É o uso da lei como ferramenta de vingança.

O que se vê é uma escalada contra a direita. Uma perseguição sistemática, com respaldo de parte da sociedade que parece preferir o colapso institucional desde que o “inimigo político” seja atingido.

A raiva contra Bolsonaro virou cegueira coletiva.
E essa cegueira pode custar caro.

Enquanto muitos aplaudem, não percebem que os limites já foram ultrapassados.
Quando a democracia vira arma para destruir adversários, ela deixa de ser democracia.

O país caminha por uma estrada perigosa. E não dá mais para fingir que está tudo normal.

A ditadura já não está mais disfarçada. Está presente, tecnicamente instalada, mas sustentada por uma narrativa conveniente.
A diferença é que, agora, ela vem com toga, despacho jurídico e cobertura jornalística aplaudida por parte da população.

Aguardemos os próximos capítulos.

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