Evidenciar é diferente de sensacionalizar

Evidenciar é diferente de sensacionalizar

Nos últimos dias, Ilhéus se tornou palco de grande repercussão nacional após o triplo homicídio ocorrido na Praia do Sul. O caso chocou o país e trouxe à cidade jornalistas e repórteres de diversos veículos — locais, regionais, estaduais e nacionais — cumprindo um papel fundamental: evidenciar a gravidade da violência e cobrar respostas das autoridades.

E isso é necessário. A imprensa tem sim que falar, que repetir, que cobrar em todas as esferas. É justamente dessa forma que a sociedade pressiona o Estado e suas forças de segurança a agir com firmeza diante de episódios tão graves.

👉 Mas aqui é importante diferenciar duas coisas: evidenciar não é sensacionalizar.
Quando veículos ou páginas, em busca de audiência, extrapolam os fatos e criam narrativas fantasiosas, com informações irreais ou exageradas, deixam de cumprir o papel jornalístico e passam a transformar a dor em espetáculo. Isso não ajuda na busca por justiça, não traz soluções e ainda pode manchar a imagem de Ilhéus, uma cidade reconhecida pela cultura, hospitalidade e turismo.

Nós mesmos, enquanto imprensa local, temos falado e vamos continuar falando sobre o caso — com seriedade, responsabilidade e compromisso com a verdade. A presença da mídia nacional é bem-vinda, a cobertura ampla é necessária, mas o cuidado deve estar em não explorar o sofrimento como mercadoria, e sim em construir informação que mobilize soluções reais.

⚖️ Portanto, reforçamos: cobrar sim, repetir sim, expor sim. Mas sempre com responsabilidade, sem cair no sensacionalismo que desinforma e apenas alimenta o espetáculo midiático.

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