Financiamento de R$ 6,59 bilhões movimenta futuro do Porto Sul em Ilhéus

Financiamento de R$ 6,59 bilhões movimenta futuro do Porto Sul em Ilhéus

O projeto da Bahia Mineração (Bamin) para implantação de um Terminal de Uso Privado (TUP) no Porto Sul, em Ilhéus, avançou nesta terça-feira (11) com a aprovação de um financiamento de R$ 6,59 bilhões. O valor, equivalente a cerca de US$ 1,2 bilhão, foi autorizado pelo Conselho Diretor do Fundo da Marinha Mercante (FMM).

O terminal integra o complexo do Porto Sul e está diretamente relacionado à estrutura logística prevista para operar em conjunto com a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol 1).

A aprovação do crédito ocorre em meio às negociações envolvendo o futuro do complexo da Bamin. A empresa, controlada pelo grupo Eurasian Resources Group (ERG), estaria negociando a transferência do empreendimento para a portuguesa Mota-Engil. O conjunto inclui a operação da mina de ferro, o terminal portuário e a ferrovia.

O financiamento aprovado pelo FMM poderá contribuir para a continuidade das tratativas, especialmente diante das obrigações relacionadas à implantação da infraestrutura ferroviária e portuária.

Porto Sul terá dois terminais

O planejamento do Porto Sul prevê a construção de dois Terminais de Uso Privado. Um deles será ligado à Bamin, enquanto o segundo deverá contar com participação do Governo da Bahia.

A proposta é que as duas estruturas tenham operações complementares. A existência de um segundo terminal também foi planejada para evitar que a Fiol 1 ficasse vinculada exclusivamente a um único empreendimento privado.

A situação da ferrovia, entretanto, ainda é um dos principais pontos em discussão. A concessão da Fiol 1 foi arrematada pela Bamin em 2021, mas as obras avançaram em ritmo abaixo do previsto e acabaram paralisadas em 2025.

Desde então, União e concessionária vêm discutindo alternativas para reorganizar o projeto e buscar uma solução para a retomada da ferrovia e do Porto Sul. A Vale chegou a participar das tratativas em etapas anteriores.

Atualmente, a possibilidade em análise envolve a transferência do empreendimento para a Mota-Engil. A mudança depende de avaliações e procedimentos regulatórios, incluindo a análise da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), responsável pelo contrato de concessão ferroviária.

O novo financiamento representa mais um movimento nas negociações que podem definir os próximos passos de um dos maiores projetos de infraestrutura previstos para Ilhéus.

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