Moradores denunciam abandono do antigo General Osório após arrombamento no centro de Ilhéus

Moradores denunciam abandono do antigo General Osório após arrombamento no centro de Ilhéus

Moradores de Ilhéus voltaram a cobrar providências da administração municipal após o arrombamento de uma porta do antigo Grupo Escolar General Osório, imóvel histórico localizado no centro da cidade. Segundo relatos, o acesso irregular ao prédio ocorre há pelo menos dez dias, permitindo a entrada livre de pessoas e aumentando o risco de danos ao patrimônio público.

As denúncias foram feitas por ouvintes de um programa de rádio local, que relataram que a porta lateral do prédio, ao lado de um ponto de ônibus na Rua Tiradentes, permanece aberta desde o arrombamento. Em mensagem enviada ainda no início do mês, um morador afirmou ter visto pessoas circulando no interior do imóvel e saindo do local durante o dia, carregando pastas, o que gerou preocupação quanto a possíveis atos de vandalismo e ao desaparecimento de documentos históricos.

Dias depois, ao retornar ao local, o mesmo morador constatou que nenhuma medida havia sido adotada. Em novo contato com a emissora, ele ressaltou que não cobra uma reforma completa do prédio neste momento, reconhecendo limitações orçamentárias, mas defendeu ações imediatas e simples, como o conserto da porta, a instalação de tapumes ou o reforço da vigilância para impedir novos acessos indevidos.

O episódio reacende um debate antigo sobre a preservação do imóvel, que já foi tema de reportagens em 2025 ao abordar a situação de casarões históricos abandonados na cidade. Inaugurado em 31 de dezembro de 1915 como a primeira escola pública de Ilhéus, o prédio também abrigou, em outro período, a Biblioteca Municipal Adonias Filho, sendo considerado um marco da história educacional e cultural do município.

Na ocasião das reportagens anteriores, foi lembrado que a Justiça chegou a determinar o bloqueio de recursos para obras de conservação e que a Prefeitura anunciou intervenções emergenciais, incluindo manutenção estrutural e vigilância permanente. No entanto, moradores afirmam que, passados meses, o prédio segue apresentando sinais de degradação e agora enfrenta falhas graves na proteção do espaço.

Com as novas denúncias, o antigo General Osório volta ao centro das atenções não apenas pelo estado físico do imóvel, mas pela vulnerabilidade do patrimônio histórico. Para a população, a situação reforça a necessidade de medidas urgentes, ainda que paliativas, para evitar perdas irreversíveis e garantir a preservação de um dos símbolos da memória de Ilhéus.

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