Porto de Ilhéus terá R$ 38,6 milhões em obras de recuperação

Porto de Ilhéus terá R$ 38,6 milhões em obras de recuperação

A Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba) homologou a contratação da empresa responsável pela recuperação de estruturas do Porto de Ilhéus. A AXXO Construtora venceu a licitação com uma proposta de R$ 38,6 milhões. A homologação foi publicada no Diário Oficial da União nesta quinta-feira (17).

O contrato prevê uma série de intervenções em diferentes áreas do complexo portuário. Entre os trechos contemplados estão cerca de 485 metros do cais, 365 metros do enrocamento de contenção das áreas norte e sul e aproximadamente 38 mil metros quadrados da retroárea.

Entre os serviços previstos está o embrechamento do cais, técnica utilizada para preencher e estabilizar espaços existentes na estrutura. A obra também inclui a recuperação do enrocamento responsável pela proteção do aterro hidráulico, a substituição do sistema de drenagem e a recuperação e adequação do pavimento utilizado no trânsito de máquinas e veículos de carga.

A necessidade das intervenções foi identificada após uma inspeção subaquática apontar desgaste no material usado para preencher as juntas do cais, instalado há mais de 15 anos. O levantamento também constatou perda de material abaixo do pavimento.

De acordo com os estudos técnicos que embasaram a contratação, a ação contínua das marés e a movimentação provocada pelos propulsores das embarcações contribuíram para o agravamento dos desgastes encontrados na estrutura.

Parte dos trabalhos será realizada abaixo da linha d’água e contará com equipes especializadas em mergulho. A empresa contratada deverá apresentar, no projeto executivo, os procedimentos que serão adotados e os mecanismos de controle para garantir a execução desses serviços.

TCU analisou questionamentos

Antes da homologação da licitação, o Tribunal de Contas da União (TCU) avaliou uma denúncia que levantava questionamentos sobre itens da planilha orçamentária, os custos previstos para a equipe de mergulho e uma alternativa técnica aceita pela Codeba.

Em decisão unânime tomada em 2 de setembro, o plenário do TCU considerou a denúncia improcedente, negou o pedido para interromper a licitação e determinou o arquivamento do processo.

A contratação foi posteriormente aprovada pela Diretoria Executiva da Codeba, durante reunião ordinária. Após a emissão da ordem de serviço, a empresa terá oito meses para concluir as intervenções previstas no contrato.

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