Ordem dos Advogados do Brasil pede ao Supremo Tribunal Federal revisão do inquérito das fake news

Ordem dos Advogados do Brasil pede ao Supremo Tribunal Federal revisão do inquérito das fake news

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) protocolou nesta segunda-feira (23) uma manifestação no Supremo Tribunal Federal solicitando o encerramento do chamado inquérito das fake news e questionando a manutenção de investigações que classifica como de “natureza perpétua”.

O documento foi encaminhado ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, e é assinado pelo Conselho Federal da OAB e pelo Colégio de Presidentes das seccionais estaduais.

Na petição, a entidade demonstra preocupação com a duração do Inquérito nº 4.781, instaurado em março de 2019 para apurar a disseminação de desinformação e ataques direcionados à Corte e a seus ministros. O procedimento foi aberto na gestão do então presidente do STF, Dias Toffoli, e teve como relator designado o ministro Alexandre de Moraes.

Questionamentos sobre duração e alcance

A OAB reconhece que a abertura do inquérito ocorreu em um contexto considerado excepcional e que houve posterior validação institucional. No entanto, sustenta que, justamente por ter natureza extraordinária, a investigação exige cautela quanto à sua continuidade e limites.

Segundo a entidade, o fato de o procedimento se aproximar de sete anos de tramitação impõe reflexão sob o princípio da duração razoável dos processos. A Ordem também critica o que chama de “elasticidade excessiva” do objeto da investigação, defendendo que, no sistema jurídico brasileiro, as apurações devem estar vinculadas a fatos determinados e não se expandirem indefinidamente.

Até o momento, o STF não se pronunciou sobre o pedido apresentado pela OAB.

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